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Cordel-->O MARTÍRIO DO CASAMENTO -- 11/02/2004 - 22:15 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. O MARTÍRIO DO CASAMENTO

Namoro é o alicerce
E um casamento embasa
Do casal enamorado
Que no enlace se apraza
Com o fogo da paixão
A queimar no coração,
Deixando ali uma brasa.

Para o homem que se casa,
No começo a vida é bela,
Entre beijos e abraços,
Ele vive só pra ela
E sempre que sai de casa,
Volta logo, não atrasa,
Está só pensando nela.

Ela está na janela,
Esperando seu amado,
Correndo, abre o portão,
Dá-lhe um abraço apertado,
A saudade não é pouca,
Um do outro beija a boca,
Num frenesi tresloucado.

-Oh, Lobo Mau esfomeado!
Ela diz, corre e se esconde;
É claro que é no quarto,
"Mas ele não sabe" onde
E, fingindo que não vê,
Grita: -Onde está você?
Só que ela não responde.

Por muito que ele ronde
O quarto, não ousa entrar
Até que seu "Chapeuzinho"
Comece a choramingar;
Então entra de mansinho
Dizendo: -Oh, meu benzinho,
Por que estás a chorar?

Põe-se ela a reclamar
Dum jeito que até faz dó:
-Eu saí a visitar
A casa de minha avó,
Por um caminho segui,
Na floresta me perdi
E agora me encontro só.

O Lobo Mau já diz: -Oh!
Está aqui a vovozinha,
Que chegou vindo em busca
De sua linda netinha;
Se encontrei-me com você,
A razão é só porque
Sabia que você vinha.

-Sua voz era fininha,
Mas está bem diferente,
Não pode ser a vovó
Que está na minha frente;
Isso diz ela a ele,
Mas sabendo que aquele
É um Lobo Mau decente.

Nesse instante, de repente,
Enorme boca se abriu
E ela, tapando o rosto,
Fala depois que sorriu:
-A vovó está fanhosa,
Por isso não quer mais prosa,
Mas que bocarra exibiu...!

Teve um forte calafrio,
Quando ele assim falou:
-Minha boca está grande
Pelos beijos que guardou,
Só para sempre beijar
No recinto de um lar
A princesa que encontrou.

Tudo quanto se passou
Entre aqueles dois amantes,
Não foi nada diferente
Do que já ocorreu antes;
Chapeuzinho e Lobo Mau,
No atrito de pedra e pau,
Foram paixões extasiantes.

Os beijos foram bastantes,
O que faltou foi amor
Entre o casal desta estória,
Por isso, com grande dor,
Para ambos, certo dia,
Toda aquela alegria
Terminou em dissabor.

O espinho feriu a flor
Neste caso que eu conto,
Que é exemplo de união,
Prenúncio de desencontro,
Em que pegou o feitiço,
Só que para o compromisso
Um dos dois não stava pronto.

Quando chega nesse ponto,
Ele pensa em dar o fora,
A mulher já não agüenta
E manda o cara embora:
-Sua feição de sagüi,
Não quero mais você aqui,
Suma logo seu caipora.

De tristeza ele chora
E lembra o tempo passado,
Quando era um galã
Das meninas cobiçado,
Enganava todas elas
E um dia por uma delas
Ficou louco apaixonado.

Seu erro foi ter casado,
Isso é o que ele pensa,
Pois hoje entre ele e ela
É grande a desavença;
Por botar filhos no mundo
Pena a cada segundo,
Essa é sua sentença.

Só que não faz diferença
Quem dos dois está errado,
Pois ambos disseram sim
Ao paraíso sonhado,
O casal vislumbrou luzes,
Só não enxergou as cruzes
E o caminho mal traçado.

Procura-se um culpado
Para a triste situação
A que agora chegaram...
Ambos querem ter razão
E um o outro acusa,
O mais forte até abusa,
Mas não vem a solução.

Vai aqui minha opinião
Respaldada na experiência
Para que ninguém se exalte,
Dizendo inconveniência:
Voz que grita fica rouca,
Pois então feche-se a boca,
Silêncio tem eloqüência.

Casamento está em falência,
É o que ouço por aí,
Eu não sei se é verdade,
Só uma lição aprendi:
Um dos dois pode pôr fim
No que foi bom ou ruim,
O exemplo registro aqui.

BENEDITO GENEROSO DA COSTA
Benedito.costa@previdencia.gov.br
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS
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