Usina de Letras
Usina de Letras
19 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 62476 )
Cartas ( 21336)
Contos (13274)
Cordel (10453)
Crônicas (22547)
Discursos (3241)
Ensaios - (10470)
Erótico (13578)
Frases (50863)
Humor (20083)
Infantil (5499)
Infanto Juvenil (4821)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1377)
Poesias (140908)
Redação (3323)
Roteiro de Filme ou Novela (1064)
Teses / Monologos (2437)
Textos Jurídicos (1962)
Textos Religiosos/Sermões (6251)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Artigos-->MINHA PÁTRIA É MINHA LÍNGUA A ÚLTIMA FLOR LÁCIO INCULTA E BE -- 01/08/2019 - 16:23 (HENRIQUE CESAR PINHEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

“Minha
língua é minha pátria.” Esta frase é de um dos maiores escritores portugueses,
José Maria Eça de Queiroz. Talvez as pessoas não se deem conta da importância
das línguas de uma maneira geral, e pensem tratar-se somente de um amontoado de
símbolos sem a menor importância e muito menos imaginam como a língua se formou
e como se chegou ao ordenamento que se tem hoje em dia, nos aspectos fonético,
estudo dos sons dos menores elementos da língua; morfológico, estudo isolado
das palavras; léxico, dicionário de línguas clássicas antigas e sintaxe, estudo
das palavras como elementos de uma frase.



A
língua portuguesa nasceu no noroeste da Península Ibérica, tendo surgido do
latim vulgar, por volta do século III de nossa era com a invasão romana e com a
de outros povos. Por volta do século XIII, os árabes invadiram a península e
deixaram sua marca no transcorrer dos cinco séculos que por lá permaneceram,
principalmente no léxico.



Em
1290, tornou-se língua oficial de Portugal, por meio de D. Dinis I; vindo a ser
normatizada 1536 com a gramática de Fernão de Oliveira e João de Barros. No
Brasil, a língua chegou com os portugueses em 1500. Entretanto, logo não se
tornou língua oficial, pois o tupi-guarani era falado em quase toda extensão de
nossa costa. Com a chegada dos jesuítas, a língua espalhou-se mais rapidamente,
misturando-se como o tupi, acolheu muitos termos desta língua, sendo novamente
influenciada pelos negros vindos da África com a chegada dos escravos, nascendo
a Língua Portuguesa Brasileira, que nos permitiu total integração de norte a
sul.



No
aspecto mundial, nossa Língua Portuguesa, com seus sotaques e diferenças
regionais, hoje é falada por mais 250 milhões de pessoas.



A
integração do Brasil de norte a sul, concretizada pela língua, deu-nos um país
continental, embora não possa ser o marco determinante na união de um povo,
pode ser considerado como um dos, pois como se vê,  uma mesma língua, como a espanhola, não uniu a
América Latina Espanhola em um só país.



Abstraindo-se
deste pormenor, devemos nos ater aos aspectos da língua quanto às suas
dificuldades na formação e diante disso temos que a preservar, porque a
degradação de uma língua ao perder suas normas e regras de escrita leva seu
povo à extinção e à perda de sua identidade.



Explicando
melhor. Para preservar o conhecimento, os cientistas optam por escrever e
deixar seus artigos para a posteridade em latim, isso porque a língua latina,
considerada morta, não sofre qualquer influência interna ou externa, e mantém
intacta sua estrutura e significação das palavras de acordo com a época em que
foram escritos e serão preservados e entendidos daqui a mil anos. Uma palavra
ou uma frase, ditas hoje, terão o mesmo significado amanhã e poderão ser
pesquisadas em dicionários, pois lá estarão registradas desafiando os séculos.



Do
jeito que desprezamos nossa língua atualmente, daqui a poucos anos, ela não
mais existirá como língua escrita e também falada, o que escrevermos hoje, quem
ler amanhã não compreenderá, pois os dicionaristas, para registrar palavras em
seus léxicos, precisam que as palavras tenham uso corrente e não tenham
variação de significado ao bel-prazer dos falantes de um dia para o outro.



Isto,
sem querer ser chato e acusar os esquerdistas sempre; mas acusando, é uma coisa
orquestrada que vem desde o surgimento do marxismo com Lênin e Gramsci, tendo também
em todos seus seguidores a mesma tendência de desprezo pelas normas, e pela
falta respeito por qualquer coisa que não seja do interesse deles. Entretanto, submetem-se
como cordeiros ao julgo ditatorial de muitos de seus dirigentes que se tornam
verdadeiros deuses.



Por
que estou escrevendo isto? Tudo tem uma finalidade e este texto também. Num
discurso no congresso, um deputado do Psol referiu-se ao homem com quem vive,
usando o termo meu marido. Aqui não há qualquer tentativa de preconceito
sexual, mas tão somente dar nome aos bois e cultuar a nossa língua, respeitando
suas regras e normas, pois os esquerdistas trataram de excluir de nossas
escolas os termos certo e errado, trocando-os por adequado e inadequado.  Certo é o que é verdadeiro, de acordo com os
dicionários; e adequado é o que está em conformidade com algo, adaptado ajustado,
portanto, os dois termos não são sinônimos embora parecidos.



Mas
voltando ao assunto do deputado, marido, de acordo com Antônio Houass, é o
homem unido a uma mulher pelo casamento, esposo. Desta forma, o “nobre deputado”
não tem marido, queira ele ou não, pode ter qualquer coisa, como disse, sem
ofensa, mas nunca marido. Porquanto, são dois homens que vivem juntos e mesmo
assim não estão unidos pelo casamento, até porque casamento, também de acordo
com os dicionários é a união voluntária de um homem com uma mulher, nas
condições sancionadas pelo direito, para formação de uma família legítima. E
isso não ocorre quando dois homens vivem juntos.



O
intuito do deputado não é só chamar a atenção, mas como todo bom esquerdista e
aquele é um dos piores, pois do Psol, é desestabilizar nosso idioma, fugir da
obediência às normas e desrespeitar o que levou séculos para se concretizar
como língua. Será que o sujeito tem ideia do trabalho hercúleo de nossos
antepassados para estruturar nosso idioma? Tenho certeza que não e mesmo se
tivesse, não respeitaria, assim como não respeita nada que não seja da esquerda
que sorrateiramente desrespeitado e desqualificado, sem quaisquer escrúpulos na
defesa de seus interesses, o trabalho científico e inestimável de filólogos,
dicionaristas, linguistas ou de qualquer pessoa que não reze pela cartilha
deles.



 Uma língua não é um amontoado de símbolos sem
qualquer valor e expressão, como muitas leis feitas por pessoas sem compromisso
com quem quer que seja, com sua Pátria, mas somente a serviço de interesses
próprios, de grupos e de partidos políticos. Portanto, senhores deputados,
nobres congressistas, aqui incluo todos, pois o presidente da mesa, quando o
deputado referiu-se ao seu companheiro como marido, tinha o dever de retirar a
expressão do texto, respeitem nosso idioma, pois vocês são representantes do
povo, da Pátria e da Nação. E à Nação, ao povo, ao País devem respeito, zelo e
acima de tudo têm obrigação de defender seus símbolos máximos como a língua, o
hino, a bandeira, etc..., já que o recinto do Congresso serve de palco para
incentivar a homossexualidade, visto que duas mulheres despudoradamente
beijaram-se naquela casa, sem nenhum decoro e sem qualquer repreensão das
autoridades presentes.



E
aqui, mais uma vez saliento não há qualquer homofobia, ou como diria a Anta, “mulherfobia”,
embora corra o risco do STF assim considerar meu texto, declarando os
dicionários e os dicionaristas homofóbicos ou “mulherfóbicos” e eu ser
considerado criminoso por praticar crime ao divulgar conteúdo criminoso dos
dicionários.



“Minha
língua é minha pátria” e “a última flor do lácio, inculta e bela”, com mais de
quinhentos anos de história, contando-se somente a partir de sua normatização,
não pode ser vilipendiada, jogada no esgoto e destruída por políticos
inescrupulosos que não sabem nem assinar o nome, nem quem foi Eça de Queiros ou
Luís Vaz de Camões, mas tão-somente pessoas desqualificadas como Lênin, Fidel,
Stalin e outros criminosos menos famosos, e foram eleitos enganando as pessoas,
roubando-lhes a boa-fé,  que pela falta
de esperança e pouco conhecimento se deixam levar por discursos vãos e
mentirosos.



Portando,
Nobre Deputado, para fazer menção a Marlon Reis, respeitem-nos, respeitem nosso
País, nossa Pátria, nossa língua, já que não respeitam nossos cofres.



 



                                               HENRIQUE
CÉSAR PINHEIRO



                                               FORTALEZA,
AGOSTO/ 2019 

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Perfil do AutorSeguidores: 197Exibido 590 vezesFale com o autor