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Poesias-->Como se fosse um cais. -- 18/11/2003 - 05:16 (Elpídio de Toledo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Clic"ali, oh:=>>>Tal e qual "méa mulé!"



































Quanto a não resistir

diante da violência,

é preciso distinguir

isso com muita tenência:



significa que "fazer"

nenhum é não-resistência.

Lembre-se do proceder,

com profunda sapiência,



de quem pratica judô,

que não resiste, jamais,

a quem golpe lhe opor.

É como se fosse um cais



que recebe um navio

carregado de canhões,

sem lhe fazer desafio

e sem provocar tensões.



Assim, o "não fazer nada"

que nós estabelecemos,

presença fortificada

transforma o que queremos,



seja a situação,

ou seja uma pessoa

que está em aflição,

que nos agride à-toa.



A presença, se intensa,

é poderoso fator,

e cura qualquer doença,

é grande transformador.



Sentar-se, sem fazer nada,

atuar, mas sem ação,

é conquista elevada,

a pura concentração.



Difere da inação

de quem é inconsciente.;

com medo, faz reação,

ou fica bem indolente.



A verdadeira ação

implica não reagir,

interna não-reação,

um alerta sem fingir.



Porém, se uma ação

impõe-se, é necessária,

em qualquer situação,

não será mais ordinária,



pois virá da consciência

interior, da presença,

da sua resiliência,

pronta pra qualquer ofensa.



Nesse estado sublime,

a mente fica liberta

de conceitos, de regime,

como porteira aberta.;



o que nela penetrar,

vindo da sua presença,

você vai executar

contra qualquer desavença.



O ego sempre faz crer

que nossa força reside

no que podemos conter,

e nesse erro incide,



pois resistir nos deixa

mais separados do Ser,

o lugar que nos enfeixa,

fortalece pra valer.



Resistência é fraqueza,

é um medo disfarçado

numa indelicadeza.;

o ego, descontrolado,



vê no Ser uma fraqueza,

mas Neste há inocência,

poder e muita pureza,

estado de consciência.



A fortaleza do ego

é contínua resistência,

uma fraqueza de cego

que não vê sua essência.



Falsos papéis desenvolve

pra encobrir a "fraqueza"

que, em verdade, resolve,

por provir da Realeza.



Até que haja entrega,

os papéis fazem a rede

de ligação, que trafega

entre os egos, com sede.



Na entrega há dispensa

desses papéis mascarados,

do ego que faz defensa

com atos falsificados.;



reina a simplicidade,

o que em nós predomina

é pura realidade,

e cumprimos nossa sina.;



mesmo que o ego diga

"Você corre um perigo,

isso lhe trará fadiga,

esse caminho não sigo,



você vai se machucar,

vulnerável estará",

ele nunca saberá

que não resistir trará



a vulnerabilidade,

com a qual nós descobrimos

invulnerabilidade

maior, a que preferimos.







Clic"ali,oh:=>>>Vendo salmão







































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