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Poesias-->Além de um regato -- 07/12/2003 - 09:43 (Elpídio de Toledo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
800000">Veja antes: ===>>>Como jogar o tênis melhor que o Guga































Mente é identidade

— um fardo de nomes e fatos,

é a trivialidade

— parte dos sentidos latos.



Mente é a pobretona

que obnubila a graça,

sentindo-se como dona

do Ser, que não a rechaça.



Sempre pensando em tudo,

é incapaz de parar;

causa aflição ao mudo,

e ao surdo que falar.



Todos sofremos com ela,

é dada como normal.

Faz-nos de cera, qual vela,

queima o que é vital.



Ela cria um eu falso,

projeta sombrio medo,

quer pra nós um cadafalso,

quer nos matar bem mais cedo.



Seu ruído incessante

nos impede de achar

nossa graça mais marcante,

para nos iluminar.



Graça é serenidade

das profundezas do Ser,

que nos dá a liberdade

pro verdadeiro viver.



O pensador compulsivo

isola-se em seu mundo,

seu estado aflitivo

cria problemas no fundo.



Fragmentando sua mente

em progressiva escala,

não se religa ao Ente,

ao Ser que não se abala.



Estado de plenitude,

a graça na unidade

é a mais pura virtude,

a paz na realidade.



Ao Universo ligada,

e a um eu mais profundo,

forma uma só camada

pra um viver mais fecundo.



A iluminação

não se reduz a findar

com toda a aflição

que vem do nosso pensar.



Ela quer mais: nos livrar

da escravidão terrível

de incessante pensar,

nos levar pra outro nível.




Se nós pensarmos somente,

criamos tela opaca

e até mui consistente

que nos venda, à socapa,



com rótulos e conceitos,

imagens e julgamentos,

dicas, frases de efeitos,

que impedem ligamentos.



Essa tela se situa

entre você e o Eu

que você pouco cultua,

essência que Deus lhe deu,



entre você e o Todo,

que muitos chamam de Deus,

e separa, qual um rodo,

você dos recursos seus.



Não nos lembramos do fato

abaixo das aparências,

que além de um regato

existe o mar das essências.



Oceano e regato,

Indivíduo e Ser

formam sagrado legato,

não podemos esquecer.



Crer mas não reconhecer,

não sentir tal Unidade,

impede-nos de viver

em maior realidade.




Pensar tornou-se doença.

Tudo que desequilibra

não sabe mais da presença

da graça que em nós vibra.



Usada de modo certo,

a mente pode ser um meio

admirável pro desperto

manter-se são, sem enleio.



Quando mal utilizada

torna-se mui destrutiva,

toma direção errada

e provoca recidiva.



Aliás, você não erra,

pois nem a usá-la chega,

ela é que lhe emperra,

é a doença, ofega.



Você pensa que é ela,

que só ela lhe conduz,

delírio que esfacela

o menor raio de luz.



Submissão despercebida,

contínua escravidão,

o pensar faz a ferida

como algema na mão.



A liberdade começa

quando a mente não rege;

o pensador é só peça

que observamos, em frege.



Observar o pensamento

de um nível bem mais alto

dá consciência,
evento

de inteligente salto.



Pensamento observado

nos permite perceber,

em nível mais elevado,

nosso elo com o Ser,



nossa graça, a beleza,

o amor, melhor criar,

a alegria, a sutileza

da paz a nos amoldar.







Veja a seguir:Usina do inconsciente





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