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Poesias-->Mente oca -- 07/12/2003 - 10:45 (Elpídio de Toledo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Veja, antes: Usina do inconsciente























Assim ouvindo o pensar,

você fica consciente

não apenas do soar,

mas também do próprio Ente,



como ponto de um Todo

que observa sua mente,


livre de qualquer engodo,

testemunhando somente.



Isso assim acontece

porque nova dimensão

da consciência floresce,

uma nova aptidão.



Ao ouvir seu pensamento,

você já sente presente

seu eu profundo, fomento

que lhe faz mais consciente.



E, então, neste momento,

todo o poder da mente,

que vem com o pensamento,

deixa de ser saliente,



e se afasta depressa,

por falta da energia

que ela gera com pressa,

quando tem supremacia.




Assim, o pensar compulsivo,

involuntário, começa

a se regredir, cativo

do Ser, que graça professa.



Quando o pensar se afasta,

o fluxo mental se rompe,

um espaço se desgasta,

"mente vazia" irrompe.



No início, tal espaço

não dura muito assim,

mas é o primeiro passo

pr"aquele pensar ter fim.



Quando ele se alonga,

serenidade e paz

crescem e o Ser prolonga

o religar eficaz.



A religação ao Ser,

até então encoberto,

cresce com o fenecer

do pensar: isso é certo!



Religar-se, serenar,

obter paz interior,

só nos pode alegrar,

com o Ser sendo senhor.



Transe nenhum nos ocorre

em nossa "mente vazia",

o religar-se transcorre

em completa estesia,



sem evocar entidade,

ou qualquer anestesia.

Nossa conectividade

faz crescer nossa vigia.



Se vamos mais ao seu fundo,

surge atenção mais pura,

consciência do profundo

eu, que melhor se apura.



Pensamentos, emoções,

nosso corpo e lá fora,

o mundo das conclusões,

nada disso tem agora



valor, ou significado,

tal é a intensidade

deste singular estado,

pura generosidade.



Deste estado sentimos

nossa própria presença,

e tudo que proferimos

sobre nós não tem pertença.



Egoísmo não nos vem,

pois somos, sim, transportados

para um ponto além

do que nos faz subjugados:



falso "eu interior",

que julgávamos notável,

conforme nosso pendor,

pro saber bem dominável.



Em nossa própria presença

somos nós já convertidos

na Unidade intensa,

sem desta ser distinguidos.







Veja a seguir: Observo-me



Veja mais==>>>Elpídio de Toledo

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