Usina de Letras
Usina de Letras
63 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 60362 )

Cartas ( 21289)

Contos (13387)

Cordel (10358)

Cronicas (22277)

Discursos (3193)

Ensaios - (9714)

Erótico (13520)

Frases (48249)

Humor (19550)

Infantil (4828)

Infanto Juvenil (4178)

Letras de Música (5497)

Peça de Teatro (1345)

Poesias (139358)

Redação (3118)

Roteiro de Filme ou Novela (1062)

Teses / Monologos (2438)

Textos Jurídicos (1949)

Textos Religiosos/Sermões (5812)

LEGENDAS

( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )

( ! )- Texto com Comentários

 

Nota Legal

Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->opositivas estranhezas (Para Guilherme Augusto Meyer) -- 07/12/2003 - 22:07 (Augusto Luciano Meyer) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
morrer é estranho

viver é estranho

tanta estranheza em tão pouco espaço



morrer porquêpraquê,

viver praquêporquê,

se o espaço pouco se faz presente?



muda rumos

destoa tons cancionais

mostra-nos o quanto não se deve perder contando o [tempo



o tempo é o inimigo

ele sim é estranho

se faz amigo de início

depois te envelhece sem sacrifícios



fato é que não se pode ser jovem sempre [externamente



morro em cada segundo que passa

para não lembrar que a velhice se achega [sorrateiramente

e quando morro vivo

pois a juventude permanece intacta latente [veemente em triunfo interno



sorrio porque me resta sorrir

choro ao sentir a tristeza do mundo

sorrio novamente porque a tristeza não dura muito

deixo de chorar para viver a minha vida escolhida



deixei de pensar na morte

ela é um estigma que nos leva a outra vida [desconhecida



deixei de pensar na vida

vivê-la significa não-pensar



alguém me doutrinou a mensagem do UM:



não-ação não-pensar coisa-nenhuma em lugar-nenhum

esse é o obstáculo sem precedentes nem posteriores



mas estou sem pernas



o objetivo não é pular

é voar sobre ele



meus anos carecem de compreensão

sexagésima seja as vezes e outras mais

que eu sorrir e viver eternamente onde deixei [meus pensamentos





(o poema é dedicado ao meu pai Guilherme Augusto Meyer.)
Comentarios
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui