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Cordel-->ELEGIA DO PERNILONGO -- 08/02/2006 - 19:42 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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ELEGIA DO PERNILONGO

Lá na tonga da milonga,
Que fica perto do céu,
Kaburetê é estória longa
Só na casa do chapéu.

No castelo encantado
Só existe bruxas ranzinzas
E um caixão preto lacrado,
Guardando as velhas cinzas.

Branca de Neve, tão bela,
Assustou-se com a Bruxa
E dormiu à luz da vela
Sonhando que era a Xuxa.

Sete anões, com as enxadas,
Enterraram a maçã
E a Bruxa deu gargalhadas
Ao ver Cinderela anciã.

Zesinho e Mariquinha
Esconderam-se na mata
E, sobre a relva fresquinha,
Brincaram de gato e gata.

Pinóquio, com seus binóculos,
Correu contar ao Pastor,
Este, ajeitando seus óculos,
Profetizou: - É amor.

A Chita, muito agitada,
Agarrou-se a um canguru,
Quis levar uma cantada
E encontrou um urutu.

Um tatu do pé rachado
Não encontrou seu buraco,
Então tomou o rumo errado
E entrou dentro de um saco.

Rasgou-se o saco e uns ratos
Fugiram em debandada,
Eram peludos e chatos,
Mas morreram na enxurrada.

Enquanto isso eu dormia
No meu leito solitário,
Mas sonhava que eu ia
Perecer no meu calvário.

Não sei o que foi que fiz,
Mas ao olhar para o chão,
Levei-me a mão ao nariz
E vi sangue em profusão.

Sozinho, no abandono,
Profeta eu era no Congo,
Mas no nariz, em meu sono,
Eu tinha um pernilongo.

BENEDITO GENEROSO DA COSTA
benedito.costa@previdencia.gov.br
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