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Roteiro_de_Filme_ou_Novela-->O SEQUESTRO -- 05/05/2000 - 09:27 (Antenor Ferreira Junior) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Um conceituado médico pediatra, de uma cidade grande, conhecido por seus feitos como profissional exemplar e competente, honesto e de idoneidade ímpar, tem sua licença caçada pelo conselho de medicina, por não ter atendido o filho de um político influente.
O tal político havia contatado o médico e lhe informara que o filho passava mal e estava internado em estado grave. O clínico, por sua vez, estava de férias em uma cidade praiana, muitas horas dali e disse ao pai do menino que, procurasse outro médico, pois que ele estava de férias e só voltaria no final daquela semana. O político contatara o tal clínico, pois sabia da sua competência e queria o melhor para o seu filho. Mesmo tendo tido a assistência de outros médicos a criança veio a falecer, em decorrência da gravidade da doença. Indignado com a suposta negligência do tal doutor, e influente como era, pediu a cassação da licença do médico, na qual teve êxito. Agora, sem licença para clinicar, estigmatizado pelos amigos e pela sociedade e com a reputação manchada, já não conseguia mais trabalhar para garantir o seu próprio sustento, tampouco o de sua família.
Vendera todos os seus bens para poder sobreviver, até‚ que em pouco tempo, tudo aquilo que possuía se extinguiu. Desesperado com a situação em que se encontrava, teve a idéia de seqüestrar o filho de um rico industrial, que anteriormente havia sido seu paciente.
Arma toda a trama com a mulher, escolhem minuciosamente o local do cativeiro e no dia planejado executam o crime. (O seqüestro ocorre na saída da escola. Chegaram um pouco antes do motorista que viria apanhar o garoto e não tiveram problemas em leva-lo, pois, o menino conhecia o médico à muito tempo e confiava muito nele, pois havia sido seu paciente por muito tempo).
Efetuado o seqüestro começam os telefonemas para os pais do menino com o propósito de exigir o resgate. Tratam muito bem a criança, durante todo o tempo em que este permanece lá preso no cativeiro.
A policia tenta localizar o seqüestrado e seus autores, mas em vão. O inteligente médico planejara tudo perfeitamente.
Passado alguns dias, enquanto negociavam o valor do resgate, a esposa do médico começou a notar que o garoto, a cada dia, dormia até mais tarde e não tinha animo nem para se alimentar.
Os dias vão passando e ela comenta com o marido que o garoto seqüestrado dormia cada dia mais e comia sempre menos. Havia emagrecido um pouco.
No princípio o médico achou normal o fato, pois já estava longe dos pais a alguns dias e devia estar sentindo falta de seus familiares.
Até que um dia o garoto não acordou mais. Dormira sem conseguir mais despertar, embora o médico e a esposa tivessem feito várias tentativas.
Com toda sua experiência de clínico, examina o menino e constata que se tratava de uma lesão cerebral de nascença. Teria que passar por uma cirurgia ou morreria dentro em breve.
O que haveria de fazer?
Após alguns incansáveis dias de pesquisa, descobre a solução do problema. Através de um antigo receituário médico, conclui que, compondo alguns medicamentos, conseguiria um medicamento resultante que, ministrado corretamente e no tempo certo, não só inibiria a lesão, como também esta se extinguiria em pouco tempo, e não teria portanto a necessidade de qualquer cirurgia.
Deixa então de lado, a idéia do seqüestro, de comum acordo com a esposa. Contatam pela última vez os pais do garoto (logicamente sem se identificar, senão a polícia poderia intervir) para informar que tudo está bem, que eles não querem mais o resgate e que em breve, estarão entregando o garoto e que pretendem arcar com todas as responsabilidades do seqüestro.
Somente para terem um pouco de paciência, que tudo acabaria bem.
Os pais, sem alternativa, concordam e aguardam pacientemente, enquanto o restante da semana transcorre, sem nenhuma noticia.
Nesse tempo, médico e esposa, cuidam do garoto dia e noite para ministrar o medicamento na hora correta, para que não ocorra falhas.
Alguns dias depois, o garoto acorda do sono de vários dias.
Olha o médico e a mulher e pergunta pelos pais. O medicamento surtira o resultado esperado. O garoto estava salvo.
Após entregar o garoto aos seus familiares, e contar tudo o que acontecera, ficam no aguardo do procedimento que os pais iriam ter quanto àquilo que fizeram...

A pergunta:

1ª - Deveriam os pais do menino, por ter vivido dias de angustia, sem saber o que ocorria com o seu filho, entregar os dois seqüestradores à polícia para fazê-los responder por este ato impensado e por ter, mesmo num momento de desespero, cometido o crime de seqüestro que é considerado pelo nosso Código Penal, um crime hediondo...

ou

2ª - Se não ocorresse o seqüestro, o problema do garoto poderia não ter sido detectado a tempo e este poderia ter morrido em conseqüência da lesão que existia em seu cérebro. Assim a família deveria dizer a polícia que o garoto fora encontrado em algum outro lugar e esquecer o caso, já que a vida do seu filho havia sido salva pelo desesperado seqüestrador...



Idéia para o desfecho:

Se a mais votada fosse a opção 1ª, o médico teria que ser preso e condenado por seqüestro, segundo as penas previstas no nosso Código Penal. O industrial, pai do garoto seqüestrado, quis que assim fosse, para se fazer cumprir a lei, pois como homem honesto que sempre fora, gostava que tudo acontecesse segunda as normas.
Porém, como também era muito amigo do médico e sabia de sua índole, intervira junto a justiça e, por ser influente, havia conseguido que o clínico cumprisse uma parte da pena, prestando seus serviços profissionais em comunidades carentes, pois, além de ser excelente médico, não possuía antecedentes criminais e havia cometido o seqüestro por desespero.
Também tivera da justiça, a promessa de que, ao cumprir o totalidade da pena, teria novamente sua licença para clinicar e voltar para as suas atividades médicas normais e assim sua vida voltaria novamente à normalidade.

Se a opção fosse a 2ª, o industrial esqueceria o fato e os dias de angustia que passara, pela vida de seu filho ter sido salva, devido as circunstâncias. E também havia entendido o porque do médico ter agido dessa forma. Prometera, com sua influência, pedir novamente a reabertura do processo e interceder junto ao Conselho de Medicina, para que fosse devolvida a licença ao clínico, e que este pudesse voltar a exercer a sua profissão novamente.

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