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Artigos-->Considerações sobre o ensino e suas abordagens - (I) -- 20/11/2000 - 15:25 (Ana / @then@) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Nos últimos anos temos assistido uma série de reflexões em torno de questões educacionais resultando, na maioria das vezes, em mudanças, ora bem aceitas ora não .

Questões referentes às concepções de Homem, mundo, sociedade, educação, etc., passaram a fazer parte com mais freqüência do rol das preocupações e desafios daqueles que ainda acreditam na força de uma educação de qualidade, enquanto mediadora do processo de mudança, como diria Paulo Freire, mediadora da “consciência ingênua para uma consciência crítica”.

Entretanto, dentro deste processo reflexivo faço um recorte, neste momento, para a questão do educador enquanto peça fundamental da prática educativa, uma vez que está em suas mãos o “poder”, na forma de saber, quando este o possui. Porém, a distribuição do saber pelo professor não pode ocorrer de maneira aleatória. Precisamos “saber”que saber distribuir, quando, como e para que.

Cuidados se tornam necessários a partir de então, pois uma questão se torna imprescindível: baseado em quais pressupostos o professor se julga capaz de selecionar os “saberes” a serem distribuídos e/ou, acredita que a “seleção” que lhe é passada pelas equipes especializadas para tal fim seja a correta?

A partir de então, temos que ter claro em nossas mentes que se não desejarmos ser conduzidos temos que conduzir e, isto passa a se efetivar a partir do momento que nos tornarmos cada vez mais competentes.

Ser competente, de maneira simplista, implica em um aprofundamento do grau de consciência; ser consciente, neste sentido, é saber o que se sabe, é conhecer.

A falta de consciência, de conhecimento do professor o coloca em situações desconfortáveis, pois corre o risco de se deixar conduzir por outros que “conheçam” um pouco mais que ele, abrindo mão de sua individualidade e autenticidade.

O professor que não “conhece” não domina o seu campo de atuação, apesar de acreditar na maior parte do tempo que sua prática seja a correta e que esta é a melhor possível diante de suas condições de trabalho. Contudo, ao se deparar com obstáculos e, com isso conflitos, não irá conseguir se estruturar de forma a superá-los, deixando-se levar pelo lado mais forte: o dominante. Sendo assim, sem um embasamento teórico sólido, crítico, não terá forças para, no mínimo, contornar certas manipulações.

Isto se torna mais evidente, quando, por medo ou insegurança (sentimentos típicos da falta de conhecimento) os professores acabam acatando toda e qualquer mudança nas diretrizes educacionais sem ao menos questionar se o que se faz e o que será feita contribuirá ou não na sua prática educativa.

Diversos outros fatores acabam contribuindo para um stress educacional. Só para citar alguns: falta diálogo entre os diversos níveis de ensino, distanciando o professor de uma visão mais holística da educação; o educando muitas vezes é tratado como um ser compartimentalizado, pronto a receber os conteúdos a ele destinados; o professor, neste caso, torna-se mero efetivador de tal processo como se ainda estivéssemos sob as idéias do “taylorismo”.

Tudo tem sido desgastante para o professor, tornando–o apático, frágil, confuso e um mero cumpridor de tarefas, sem ao menos saber o porque disto tudo. Ou, transforma-se num fanático sem conhecimento de causa.

Muitas vezes, em meio a tudo isso, este profissional da educação, na sua ingenuidade, acaba por achar que tudo o que se fala sobre educação, ensino, aprendizagem, não passa de modismos e que estes logo serão substituídos por outros, chegando à conclusão de que “é melhor deixar do jeito que está para ver como é que fica”.

O inverso também ocorre. Existem aqueles que possuem o conhecimento científico, filosófico, social, etc. que no entanto se perdem em meio aos mesmos, sem dar a devida atenção ao dia a dia da sala de aula, à realidade de cada situação ensino-aprendizagem, à instituição Escola.

Necessitamos, principalmente dentro deste “novo mundo globalizado” resgatarmos o conhecimento teórico, buscando-o, por que não, na prática educativa de cada um, na sua vivência, a fim de podermos construir uma filosofia de trabalho e nos posicionemos de forma consciente diante de todas as questões aqui colocadas.

Comecemos com algo que é característico apenas do ser humano: a reflexão. A reflexão de sua ação, voltada para a construção de uma nova ação, de uma nova prática; a reflexão sobre seus “saberes”, suas concepções de mundo, homem, de ser mais competente, uma vez que é através da competência que o profissional da educação, o professor, pode fazer valer o seu papel de educador, atuando enquanto um dos sujeitos do processo educativo e não um mero cumpridor de tarefas.

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