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Artigos-->E-mail que desmistifica Fidel Castro -- 05/07/2002 - 00:34 (Alvares de Azevedo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
E-mail que desmistifica Fidel Castro

Tradução para o Português

Enviado por uma cubana que escapou de morrer em fevereiro de

1996,

quando Fidel Castro mandou derrubar aviões civis que buscavam

resgatar balseiros cubanos no mar, em águas internacionais.

Centenas de milhares de cubanos já fugiram de Cuba pelo mar,

rumo à costa americana, quase sempre utilizando embarcações

improvisadas.

Destes, muitos perderam suas vidas tentando alcançar a

liberdade,

longe do comunismo e longe de sua pátria...



--------------------------------------------------------------

------------------

A quem for simpatizante de Fidel Castro,

leia e reflita sobre a realidade de um povo que clama por

liberdade, diante do silêncio e da indiferença dos países

livres...

Este e-mail foi enviado em resposta a uma simpatizante do

regime cubano, que havia escrito para a

Frente Universitária Lepanto.

A resposta foi escrita, de forma espontânea, pela Sra.

Sylvia, no dia 22/6/99

A pedido nosso, ela autorizou que se publicasse este e-mail,

enviando algumas pequenas correções no dia 12/7/99

--------------------------------------------------------------

------------------



Recebido em 22/6/99

Ver o original escrito em Castelhano

Estimado Sr. V:... estimo que é importante que conteste à

Sra. S. com a realidade cubana. Ela ouviu todos os mitos

da “revolução” e do “homem novo”, propagados pelo regime

castrista e apoiados por muitos interesses no nível

internacional. A história é como segue:

Antes de Fidel Castro, havia prostituição em Cuba... em

bairros específicos, e haviam leis para essas casas de

prostituição. Normalmente, era um ofício que não motivava

muitas mulheres. Depois do triunfo da “revolução”, Fidel

Castro converteu Cuba, desde “pinar del rio” até o oriente,

de ponta a ponta, em um prostíbulo para turistas e como meio

de atrair moeda forte à decrépita e inoperante economia

da “revolução”.

Cuba, antes de Fidel Castro e sua revolução, estava muito

avançada em alcances econômicos e leis sociais, era

considerada a Paris das Américas e estava entre os primeiros

países da América Latina em tudo. Há estatísticas em cada um

dos setores que a Sra. deveria ler e que talvez eu, algum

dia, possa te enviar para que o distribua. O dólar americano

estava na mesma paridade que o peso cubano, tão forte era a

nossa moeda.

Em Cuba, antes de Fidel Castro, havia educação pública. A

educação é outro dos mitos de Fidel Castro e seu regime.

Saiba a Sra. S. que desde que as crianças nascem, o regime de

Castro faz um ‘carnet’ onde marcam a vida da criança, se está

integrada aos ideais do regime, se é um ‘pionerito’, e que

obrigam às crianças, em troca desta educação ‘gratuita’ a

cortar cana no campo... e que o estado comunista tem o pátrio

poder sobre a criança, e não seus pais? Incrível custo a

educação ‘gratuita’ de Fidel Castro e seu regime.

Em Cuba, quase todos os hospitais que existem atualmente

foram construídos antes do ano 1959, data em que Fidel Castro

e seu regime se apoderaram do país. Os turistas têm acesso à

saúde, médicos e hospitais. Sem embargo, o povo de Cuba não

tem o mesmo acesso. ... porque esta (a saúde cubana) está

reservada para aqueles estrangeiros que deixam os preciosos

dólares para fortalecer o regime castrista em sua permanência

no poder.

O outro mito do regime é que o embargo é a causa do

sofrimento do povo cubano. Este é o maior dos mitos. Castro

pode comprar e comercializar com todos os países do mundo

livremente, menos com os Estados Unidos, os quais têm sanções

econômicas contra o regime. O que passa é que os recursos do

regime, em vez de serem empregados para o bem do país e seus

cidadãos, são usados para manter no poder o comandante e

sua ‘elite’, exportar a guerrilha (sobre tudo na América

Latina, como foi provado uma e outra vez e cujas horríveis

conseqüências estamos vendo diariamente), comercializar com o

narcotráfico, produzir meios para guerras bacteriológicas

(como foi amplamente informado na imprensa), reprimir o povo

e propagar internacionalmente toda essa ‘sarta’ de mentiras a

ouvidos surdos ao clamor de um povo pela sua liberdade e seus

direitos, a indivíduos que preferem - ou lhes convém - crer

nessas mentiras.

Saiba a Sra. S que a maior quantidade de divisas que entram

em Cuba (calculadas em $800,000 milhões) são enviadas por

exilados cubanos e que a maior quantidade de ajuda

humanitária provém dos Estados Unidos a Cuba? O que passa em

Cuba, sim é culpa de Fidel Castro e de seu regime.

É certo que em quarenta anos de ditadura e tirania, Fidel

Castro e seu regime fuzilaram, encarceraram, reprimiram,

torturaram, submetendo homens e mulheres cubanos, cometendo

crimes contra a humanidade e violando todos os direitos

humanos de um povo.

Atualmente, de ponta a ponta da ilha, se está fazendo uma

greve de fome de quarenta dias, por opositores pacíficos,

pedindo a liberdade dos prisioneiros políticos e o respeito

aos direitos humanos.

No dia 13 de julho de 1994, lanchas patrulheiras do regime

castrista, sob as ordens do comandante Castro, investiram

contra um rebocador carregado de homens, mulheres e crianças

que tentavam escapar de Cuba em busca de liberdade. Diante

dos gritos de–sesperados de mães com bebês nos braços,

os “novos homens” da revolução empunharam mangueiras de água

de alta pressão, arrancando, literalmente, os filhos dos

braços de suas mães. Enquanto caiam na água e gritavam, as

mesmas patrulhas, na escuridão da noite, faziam círculos em

redor deles, criando um redemoinho de água que tragou a vida

de 41 homens, mulheres e crianças, que jazem no fundo do mar.

Milhares e milhares de cubanos deixaram a ilha cruzando o mar

no estreito da Flórida em qualquer coisa que flutue em uma

busca desesperada de liberdade.

Em 24 de fevereiro de 1996, três pequenos aviões civis

de ‘hermanos al rescate’, em uma missão humanitária de

salvamento de vidas, no estreito da Flórida, em águas

internacionais, em busca de balseiros que perdem suas vidas

no mar, dois ‘migs’ de castro, sob as ordens do comandante

também, pulverizaram no ar dois desses aviões, assassinando,

com premeditação e em plena luz do dia, a quatro jovens

americanos e cubanos. Só um desses pequenos aviões pode

regressar à base nesse dia. Eu o sei bem, pois meu esposo e

eu fomos uns dos sobreviventes...

Sabemos da natureza criminal de um tirano e de seu regime.

Lila (presidente da organização), por exemplo, pode te contar

muito disto. Seu marido morreu nas areias da praia de ‘giron’

em 1961, lutando por liberdade, direito inalienável de

qualquer povo. Ao mesmo tempo, fuzilaram maridos de outras

diretoras de nossa organização e encarceraram a homens com

penas de 16 e 22 anos.

Saiba a Sra. S. que existem, em Cuba, centenas de

prisioneiros políticos e de consciência, e que prestigiosas

instituições internacionais, como a Comissão de Direitos

Humanos das Nações Unidas, Anistia Internacional, Pax Christi

e muitas outras, condenaram a Fidel Castro e seu regime por

violações dos Direitos Humanos de todo um povo, e informaram

que em Cuba, a repressão, ao invés de diminuir, aumenta? Sabe

ela que existem quatro opositores e dissidentes pacíficos -

Marta Beatriz Roque Cabello, Félix Bonne Carcasses, Vladimiro

Roca e Rene Gomez Manzano - encarcerados pelo mero fato de

escrever um documento alternativo ao documento do partido

comunista, intitulado “A pátria é de todos”?

É hora já de negar o “aperto de mãos” ao ditador Fidel

Castro, e de estreitar um abraço solidário ao povo cubano.

Sim, há muita dor, e há muita indiferença à dor do povo

cubano. Também desinformação. Sinto não poder seguir

escrevendo. Tinha tantas outras coisas verídicas que contar.

Porém, quando escrever à Sra. S., diga-lhe que veja a

realidade cubana, que é muito diferente da exposta por ela,

por desinformação ou por decisão. Um abraço e obrigado por

defender os direitos de nosso povo.



Sylvia Iriondo





















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