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Cordel-->SORTE PARA QUEM TEM -- 14/10/2006 - 18:07 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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SORTE PARA QUEM TEM

De casa eu saí
Num dia azarado
Em verso rimado
Conto-lhes aqui
Nunca eu ouvi
Um caso assim
Dizem que o fim
Está no começo
Só que não mereço
O que veio a mim.

Já de manhã cedo
Ao cantar do galo
Montei no cavalo
Sentindo um medo
Machuquei o dedo
Em cima do calo
Veio-me um abalo
Muito irritadiço
Por esse feitiço
Que agora eu falo.

Surpresa primeira
Eu fui assaltado
Por mal encarado
Ali na porteira
Sem eira nem beira
Quando fui abri-la
Voltava da vila
Com uma peixeira
Levou-me a carteira
Foi só me pedi-la.

Eu segui adiante
Vestido de beca
Pois tinha na cueca
Dinheiro bastante
Um itinerante
Bem mal avisado
Bilhete premiado
Perdi na estrada
E a namorada
Para seu amado.

Muito resolvido
Assim como sou
Tudo o que passou
Deixei esquecido
Por ser atrevido
Na cidade entrei
Do potro apeei
E fui ao cassino
Coisa do destino
Eu assim pensei.

Joguei na cumbuca
Só pouca quantia
Porque não queria
Perder na sinuca
E a minha cuca
Sempre tão esperta
Estava de alerta
Depois de jogado
Eu ganhei dobrado
Fiquei boquiaberta.

Joguei novamente
No jogo de azar
Tornei a ganhar
Fiquei sorridente
E dali pra frente
Jogava o ganhado
Muito entusiasmado
Continuei jogando
Fui sempre ganhando
E era invejado.

Depois de guardar
Uma dinheirama
Lembrei-me da cama
No meu doce lar
Lá devia estar
A esposa querida
Só, adormecida,
Sentindo a falta
Do esposo peralta
Entregue à bebida.

Com tanto dinheiro
No bolso guardado
Olhei para o lado
Saí sorrateiro
Um olhar morteiro
De uma donzela
Mostrou-me que ela
Era o itimoneiro
Deste cavalheiro
Preso na esparrela.

Fiz lua de mel
Com a seduzida
Mulher tão querida
Maldosa e cruel
Um amargo fel
Foi o que me deu
No beijo que ardeu
Tão frio e falso
Pois no cadafalso
Nosso amor morreu.

Com ela eu dormi
Sozinho acordei
Por pouco fui rei
Rainha perdi
A ladra dali
Tinha se mandado
Eu fora logrado
Roubou o dinheiro
Que no dia inteiro
Eu tinha ganhado.

A meu Deus eu faço
Um forte apelo
E do pesadelo
Me desembaraço
Num forte abraço
Ao infeliz consorte
O azar da morte
Sorrindo desfaço
Pois não há fracasso
Para quem tem sorte.

O dia do azar
Não está escrito
Diz que foi prescrito
Para perdurar
Eu vou afirmar
Sem muita zoeira
Numa sexta-feira
Treze de agosto
Tive este desgosto
Em sonho na esteira.

BENEDITO GENEROSO DA COSTA
bnegcosta@yahoo.com.br
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS











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