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Cordel-->A SAGA DE LUÍS -- 25/10/2006 - 11:41 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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A SAGA DE LUÍS

Luís era um escravo
Que durante quatro anos
Serviu ao seu bom senhor
Sem lhe causar muitos danos
Não era bom nem mau
Tal qual somos os humanos.

Então resolveu um dia
Pleitear a liberdade
Porém sem fazer violência
Como manda a verdade
E diante de seu senhor
Pediu com muita humildade:

- Desejo ver minha mãe
Que mora muito distante...
E o seu senhor bondoso
Anuiu no mesmo instante
Entregando ao bom servo
Uma pedra de diamante.

Luís seguiu seu caminho
Mas na curva da estrada
Avistou um cavaleiro
Que vinha em cavalgada
Teve inveja do peão
E lhe propôs negociada.

Deu ele ao cavaleiro
A sua pedra brilhante
E no cavalo montou
Para prosseguir avante
Rumo à casa da mãe
A quem amava bastante.

Logo adiante encontrou
Sujeito tosquiando vaca
Que não queria andar
E ali estava estaca
Pois sendo animal bravio
Não caminha e empaca.

De repente a vaca andou
Talvez temendo o cavalo
No qual Luís cavalgava
Sem sentir nenhum abalo
Porém gostando de gado,
Propôs ali negociá-lo.

Luís deu o seu cavalo
E a vaca seguiu puxando,
Pensando que poderia
Se a fome fosse chegando
Ordenhar a vaca preta
E seu leite saboreando.

A sua fome chegou
Luís resolveu parar
Sob a sombra duma árvore
Com cipó foi amarrar
As pernas de sua vaca
Para seu leite tirar.

Só que a vaca deu um pulo
E um coice em sua testa
Para sorte do açougueiro
Que presenciava a festa
Pagando-lhe uma pinga
Luís dormiu sua sesta.

O açougueiro o acordou
E o levou ao chiqueiro
Mostrando-lhe o seu porco
Tão gordo, era o primeiro,
Que seria esfaqueado
Em primeiro de janeiro.

Luís trocou sua vaca
Sem sequer pestanejar
Por aquele porco gordo;
Dali saiu a puxar
Segurando uma corda
Porco andando devagar.

Logo na primeira vila
Teve de novo parar
Pois viu um sujeito rude
O seu facão amolar
Porque o seu peru gordo
Ele o iria degolar.

Luís resolveu salvar
Aquele peru tão belo,
Deu-lhe em troca o porco
E o dono bateu martelo
A ave fez sua bulha,
Saudando o verde-amarelo.

Luís seguiu seu caminho
Com o peru nos seus braços
Adiante viu uma pedra
Rachada em estilhaços
Só que a rocha ali estava
Composta em seus pedaços.

Nosso herói deu de esmola
O peru a uma criança
Que por acaso passava
Sem nenhuma esperança
E se assentou no rochedo,
Olhando o céu com bonança.

Luís pegou um pedaço
Daquela pedra partida
Numa das mãos a levou
Para a mãezinha querida
Agradecendo-lhe a dor
A quem devia sua vida.

Jesus Cristo proferiu
Uma sentença de ouro:
O seu coração se encontra
Lá onde está seu tezouro,
Mas quem tropeça na pedra
Esta lhe tira o couro.

BENEDITO GENEROSO DA COSTA
benegcosta@yahoo.com.br
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS

















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