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Cordel-->MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS -- 08/04/2007 - 20:40 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS

Jesus passava seus dias
No templo a ensinar,
Lá o povo acorria
Para ouvi-lo pregar,
No horto das oliveiras
À noite ele ia orar.

Aproximava-se a Páscoa
Que os judeus festejavam,
Escribas e sacerdotes
A hora certa esperavam
Para prender a Jesus
A quem eles odiavam.

Satanás entrou em Judas
De Iscariotes chamado,
Sendo ele um dos doze
Pelos judeus foi comprado
Para vender o seu mestre,
Ele aceitou de bom grado.

Na véspera dos pães ásimos
Cristo enviou Pedro e João
Para preparar a Páscoa,
Eles acharam um salão
Que mobiliaram conforme
O costume de então.

Chegando a hora, Jesus,
Sabendo que ia morrer,
Pôs-se à mesa com os doze
E começou a dizer:
- Eu convosco esta Páscoa
Muito desejei comer.

Até que tudo se cumpra
Eu não mais a comerei;
Este pão é o meu corpo
Que agora vos darei,
E o vinho é meu sangue,
Por vós o derramarei.

Bebei comigo do vinho
E também comei do pão,
Pois eis que este pastor
Com a espada ferirão
E assim minhas ovelhas
Do aprisco dispersarão.

Pedro, porém replicou:
- Não me afastarei de ti
E mesmo que estes fujam
Eu não me arredo daqui,
Se preciso, também morro
Pela causa que eu vivi.

Disse-lhe Jesus: - Não fales
Que nunca me deixarás
Porque durante esta noite
Tu mesmo comprovarás,
E antes que o galo cante,
Três vezes me negarás.

Ao jardim das Oliveiras
Eles foram em seguida,
Lá Jesus se angustiou
Com a alma compungida,
Dizendo: - Eu me aflijo
Ante o fim de minha vida.

Disse a Pedro, Tiago e João:
- Peço-vos que vigiai,
Enquanto eu me afasto
Para orar ao meu Pai
Em quem confio e espero
Que abandonar-me não vai.

Prostrando-se, assim orou:
- Ó Pai, tende piedade
E afastai-me este cálice,
Mas peço com humildade,
Que não se faça a minha
Senão a vossa vontade.

Três vezes foi e voltou,
A orar e se afligindo,
Enquanto os seus discípulos
Ali se achavam dormindo,
Mas ele os acordou
E lhes disse: - Vamos indo.

Nisso chega o traidor
De outros acompanhado,
Com espadas e bordões
O bando estava armado,
E após o beijo de Judas,
Jesus foi aprisionado.

Pedro ainda reagiu
De sua espada puxando,
Cortou a orelha de um,
Querendo enfrentar o bando,
Mas Jesus o repreendeu,
Desse modo assim falando:

- Guarda logo tua espada
E não faças alarido,
Pois doze legiões de anjos
Viriam com meu pedido,
Porém quem com ferro fere,
Com ferro será ferido.

Levaram, pois, a Jesus
Para a casa de Anás,
Velho sacerdote e sogro
Do sacerdote Caifás,
Pedro seguindo de longe
Fez logo o que não se faz.

Fora do pátio um criado
Para Pedro perguntou
Se era um dos discípulos,
Ele porém o negou,
Outro lhe disse assim:
- Vi quando a espada puxou.

Pedro negou outra vez
E já estando de saída
Uma criada o barrou,
Afirmando em seguida:
- Certamente és um deles,
Digo sem ser inquirida.

- Não conheço esse homem!
Disse Pedro aborrecido,
Nisso o galo cantou
E ele foi compelido
A chorar o seu pecado,
Tristemente arrependido.

Na manhã do outro dia,
Jesus Cristo foi levado
Ao palácio de Pilatos
Para ser interrogado
Pelo que os sacerdotes
O haviam acusado.

Se era rei dos judeus,
Pilatos lhe perguntou,
Todavia crime algum
Em Jesus ele encontrou,
Então foi ter aos judeus
E desse modo falou:

- Eu já mandei açoitá-lo,
Ele está todo em ardume,
Porém sendo inocente,
Disso tudo se resume:
Seja solto nesta Páscoa,
Conforme é o costume.

A multidão ao ouvir
Esta proposta sagaz,
Impelida pelo ódio
Do maldito Satanás
A uma só voz gritou:
“Liberta-nos Barrabás”.

Barrabás era homicida
E perigoso ladrão,
Fora preso por estar
Fomentando sedição,
Por esse e outros crimes
É que estava na prisão.

Pilatos que não havia
Esta resposta previsto,
Surpreso e um tanto confuso
Respondeu dizendo isto:
- E o que farei deste homem
Que é chamado de Cristo?

Novamente a multidão
Elevou um grande brado,
Pois ali ninguém queria
Ver a Jesus libertado
E assim todos gritavam:
“Que seja crucificado”.

Tendo nas mãos o poder
De julgar conforme a Lei,
Pilatos ainda disse:
- Mas como eu deverei
Sem nele achar culpa
Crucificar vosso rei?

Eles, porém responderam
Com a força do rancor:
“Nós não temos outro rei,
A não ser o imperador,
Quanto a este, crucifica-o,
Pois que é um impostor.

Este homem é um perverso
Descumpre a lei dos judeus
Por ela será julgado,
Conforme os crimes seus,
Deve ter pena de morte,
Pois se diz Filho de Deus."

Ouvindo esta versão,
Pilatos se assustou
E, entrando no Pretório,
Para Jesus perguntou:
- Quem és tu e donde vens?
Mas Cristo nada falou.

Pilatos impaciente,
Começou logo a dizer:
- Eu te fiz uma pergunta
E não queres responder?
Posso dar-te a liberdade
Porque tenho este poder.

Então Jesus foi dizendo,
Sem demonstrar desagrado:
- Poder algum tu terias
Se a ti não fosse dado,
Por isso quem me entregou
Comete maior pecado.

Pilatos lhe retrucou:
- Se entendi, eu não sei,
Eu só quero me inteirar
Pra saber o que farei,
Pois pelo que ouvi dizer
Certamente tu és rei.

Falou Jesus: - Tu o dizes,
Sou rei desde que nasci,
Contudo devo dizer-te,
Meu reino não é daqui,
Se fosse não estaria
Sendo eu entregue a ti.

A este mundo eu vim
Para que pudesse dar
Testemunho da verdade...
Pilatos quis questionar:
- O que é a verdade?
Mas saiu sem escutar.

Caifás gritou a Pilatos:
- Escuta o que eu digo,
Esse homem se fez rei,
O que é grande perigo,
Por isso se o soltares
De César não és amigo.

Pilatos não mais podendo
Contornar a situação,
Num gesto lavou as mãos
Diante da multidão
E, sem se comprometer,
Mandou soltar o ladrão.

Barrabás se libertou
E Jesus foi condenado;
Carregando sua cruz
E de espinhos coroado,
Seguiu até o Calvário
Para ser crucificado.

A cruz estava pesada
Para o judiado Jesus,
Nisso vinha Cireneu
Coberto por um capuz,
Os guardas o obrigaram
A levar de Cristo a cruz.

No alto do monte Gólgota
Foi Cristo crucificado
No meio de dois ladrões
E por um deles zombado,
Mas este foi repreendido
Por seu colega do lado.

- Tu não tens temor a Deus
Mesmo estando aí pendido?
Assim disse o bom ladrão
E a Jesus fez um pedido:
- Não te esqueças de mim,
Quando fores ressurgido.

Jesus Cristo a ele disse,
(Quiçá foi com um sorriso):
- Hoje mesmo estarás
Comigo no Paraíso;
Após baixou a cabeça,
Dizer mais não foi preciso.

Logo ali aos pés da cruz
Houve também outra cena:
Jesus ao ver sua mãe
Ao lado de Madalena
Com o discípulo amado,
Deles sentiu grande pena.

Então disse à Maria,
Sentindo grande emoção:
- Mulher, eis aí teu filho!
Em seguida disse a João:
- Eis aí a tua mãe,
Tenha dela compaixão.

O discípulo entendeu
E a partir daquele dia
Levou para sua casa
A tão aflita Maria,
Prestando-lhe o socorro
Com amor e alegria.

A partir de meio dia,
O mundo escureceu
Até três horas da tarde,
Momento em que morreu
Jesus Cristo Nazareno
E que este grito deu:

- Ó Deus, por que me deixaste
Sozinho abandonado?
Deram-lhe a beber vinagre,
Ao ouvirem este brado,
E Jesus provando disse:
-Tudo está consumado.

Morto em Jerusalém,
A capital da Judéia,
Jesus foi embalsamado
Por José de Arimatéia,
Ajudado por mulheres
Oriundas da Galiléia.

Deram-lhe sepultamento
Numa gruta do rochedo,
Passou-se ainda o sábado
E no domingo bem cedo
Voltaram elas ao túmulo,
Sentindo um pouco de medo.

Madalena, uma delas,
Na frente ali chegava
E vendo o túmulo aberto,
A si mesma perguntava:
“Onde está o meu Senhor?”
Enquanto muito chorava.

Com Maria e Salomé
Madalena se ajuntou,
Um anjo apareceu
E a elas anunciou:
Jesus não está aqui
Porque já ressuscitou.

Elas disseram aos onze,
Estes só acreditaram
Depois que viram Jesus,
Então eles se alegraram;
Foram para a Galiléia
E lá Jesus avistaram.

Elevou-se diante deles
O Cristo ressuscitado,
Mandando que o evangelho
Fosse ao mundo pregado
E sumiu entre as nuvens,
Para o céu foi trasladado.

BENEDITO GENEROSO DA COSTA
benegcosta@yahoo.com.br
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS
















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