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Roteiro_de_Filme_ou_Novela-->ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 12 -- 17/10/2005 - 10:10 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 12


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12


Tivemos um dia relativamente proveitoso, apesar de termos gastados quase o dia todo para cortar os arbustos, os quais cobririam a cabana. Ao final da tarde, quando o sol começava a se pôr, conseguimos substituir as folhas de bananeira pelos maços de sapé, cuja dificuldade em cortá-los com aquela lasca de pedra me deixou com as mãos bastante feridas. Não só minhas mãos estavam calejadas como se via cortes por todo o corpo, principalmente nas pernas. Não ficou grande coisa evidentemente, todavia parecia bem mais resistente, capaz de nos proteger da chuva. Aliás, foi uma medida prudente, pois as nuvens haviam aumentado consideravelmente ao longo do dia, tanto que, ao cair da noite, a lua ficou encoberta.
Depois daquele trabalho árduo, paramos para um longo descanso. Enquanto as meninas saíram para dar uma volta, fiquei deitado na cabana passando por uma madorna, afinal eu não estava acostumado com aquele tipo de trabalho, o qual me causou uma exaustão.
Não cheguei a dormir muito. Com a algazarra que elas faziam do lado de fora. E ao me levantar para averiguar o que se passava, vi-as brincando de pega-pega. Pareciam se divertir como nunca. Uma corria atrás da outra e, quando a pegava, derrubava-a na areia fofa, fazendo-a ficar toda suja.
Permaneci por um bom tempo encostado à entrada da cabana assistindo aquela cena, com uma certa vontade de fazer parte daquela brincadeira. E fiquei por demais feliz por vê-las tão alegres e unidas. Cheguei até mesmo a pensar que a antipatia entre Luciana e Ana Paula era coisa do passado. Mas não demorou muito para que as duas se estranhassem novamente.
Ana Paula corria atrás de Luciana. E quando a alcançou, segurou-a pelo braço e a derrubou na areia, como todas faziam umas com as outras. Deveria ter parado por ali, mas, talvez para provocar a prima ou por pura maldade, levantou o pé e chutou areia bem no rosto da mais velha. Aquela areia não só caíram nos olhos como na boca dela.
Acho que o que mais enfureceu Luciana, não foi tanto ser atingida pela areia, mas a risada de desdém de Ana Paula. Pois, com aquele gesto, ela deixou bem claro que não o fizera sem querer mas sim propositadamente. Súbito, Luciana se levantou e, tomada pela ira e feito um cão feroz quando parte para cima de um pobre gatinho, voou na minha prima.
Uma começou a puxar os cabelos da outra enquanto trocavam insultos. Em pouco tempo as duas rolavam sobre a areia, trocando as mais graves ofensas. Gritei com elas, mandando-as parar com aquilo imediatamente, mas foi em vão. Então tive que correr para separá-las.
Quando me aproximei e puxei a Luciana pelos braços, a parte superior do seu biquíni ficou na mão da outra. Ela estava tão fora de si que não se preocupou em cobrir os seus seios como fizera mais cedo. Ao invés disso, estendeu a mão e também arrancou o biquíni da adversária. No mesmo instante Ana Paula protestou:
-- Olha o que você fez, sua vadia! Arrebentou meu biquíni.
-- E você arrebentou o meu primeiro, sua pirralha mimada – gritou Luciana, tentando se soltar e partir para cima da outra.
-- Vamos parar vocês duas – ordenei com severidade. – Será que vocês num conseguem fazer nada sem brigarem?
-- Foi ela quem começou – disse Luciana.
Nesse momento, Marcela aproximara-se.
-- É mesmo, Ana Paula! Você não tinha nada que chutar areia na Luciana – disse ela.
-- Me desculpa! Foi sem querer – disse ela, tentando se justificar.
-- Não, não foi sem querer. Ela fez de propósito mesmo – protestou Luciana. -- Ela me odeia.
Soltei Luciana ao ver que os nervos começavam a se esfriar.
Sei que o momento não era propício, mas, tomado pela curiosidade e sob o efeito daquela imagem estonteante bela daquele par de seios, senti uma vontade grande de escorregar a mão até os seios de Luciana. Diferentemente do que ocorrera mais cedo, agora eles estavam ali tão próximos, tão a meu alcance, a poucos centímetros das minhas mãos. Ah, como me senti afetado por aquela esplêndida visão! Bem mais afetado do que ficara mais cedo. Súbito porém, diante de uma oportunidade única, desviei os olhos para os seios de minha prima. Eram bem menores que os da outra. A região onde se localizava o mamilo era tão somente uma protuberância e nem era tão delineada quanto o da outra, assim como não eram tão brancos, talvez porque em minha prima corresse uma centelha de sangue mestiço. Aliás, não me despertaram as mesmas sensações que os seios de Luciana. Achei aquela diferença um tanto esquisito, mas conclui que era porque cada mulher tem um seio diferente de outra. Naquele momento, talvez por causa da minha inocência, não deduzi que aquela diferença era fruto da diferença de idade, desenvolvimento e fatores genéticos, os quais variam de pessoa para pessoa. Lucina era praticamente uma mulher feita enquanto a outra não passava de uma criança dando os primeiros passos na adolescência.
O incrível foi que elas não fizeram questão de cobri-los. Mesmo depois dos ânimos acalmados, elas ainda se mantiveram sem a parte superior do biquíni. Talvez porque não havia outro jeito. Quanto a mim, o mais correto seria eu me afastar e deixá-las dar um jeito de consertar as respectivas peças. Só que eu não tomei e a iniciativa e elas por sua vez não me pediram para fazê-lo. Assim, fiquei ali, ora contemplando um, ora contemplando o outro.
Quando Ana Paula se levantou, uma devolveu a outra a sua peça de roupa. Ambos haviam se partido na tira que dava o laço por trás. No biquíni de Luciana ocorreram dois rompimentos, o que dificultava ainda mais o conserto.
-- Vou me lavar e tirar essa areia – disse Luciana, afastando-se, com a peça do biquíni na mão.
-- Vem, Ana Paula! – chamou Marcela. – Vamos nos lavar também. Minhas pernas estão todas cheia de areia – acrescentou.
Eu pensei em acompanhá-las, todavia fiquei sem graça. Parte de mim dizia para correr atrás delas e continuar a contemplar aqueles seios desnudos, mas outra parte dizia que aquilo não estava certo, que eu não deveria me aproveitar daquela situação, pois aquilo me levava a ter pensamentos pecaminosos. De forma que, tomado pela timidez, achei por bem voltar à cabana e aguardar por elas ali.
Não tardou para que Luciana surgisse sozinha com a peça do biquíni na mão direita. Ela entrou deu-me uma olhada e foi sentar do outro lado.
-- Aquele pirralha me paga – esbravejou ela. – Você vai ver o que vou fazer com ela. Vou transformar a vida dela aqui num inferno. Ah, mas vou mesmo!
-- Deixa isso pra lá – falei, desviado o olhar para seus belos seios. – Ela ainda é uma criança.
-- Criança? Ela é uma garotinha mimada e invejosa, isso sim! Ela me odeia porque sou bonita que nem uma modelo e sabe que nunca vai chegar aos meus pés. Olha o que ela fez com o meu biquíni. – Levantou-o em minha direção. – Só quero ver como vou fazer para consertar ele.
Aproximei-me dela, sentei ao seu lado e peguei a peça arrebentada. Enquanto a examinava, pensava em alguma coisa para lhe dizer e reconfortá-la. Sabia que dificilmente ela conseguiria dar um jeito. Certamente Luciana teria que se acostumar assim como estava. Tanto ela quanto as outras talvez ainda não tivesse se dado conta de que mais cedo ou mais tarde não teríamos o que vestir. Aliás, diferentemente de mim trazia essa preocupação o tempo todo.
-- Fica sem ele – sugeri.
-- O quê? Andar por aí assim, com os peitos de fora? – inquiriu ela com espanto.
-- E o que têm? Você num já tá sem ele. Só tem a gente aqui mesmo. E de mim você num tem mais o que esconder. – Proferi estas palavras de forma corajosa, pois normalmente não teria coragem de dizer tal coisa.
-- Ah, mas sei lá. Me sinto nua. E fico sem graça. E além do mais, tire os olhos deles, seu safado – disse ela, quando me pegou observando-os com os olhos esbugalhados. Súbito, ela os cobriu com as mãos e sua face afogueou-se numa das raríssimas vezes em que a vi ficar assim.
Eu também, por ter sido descoberto, fiquei vermelho de vergonha. Mas aí, num tom meio malicioso, com se quisesse quebrar o gelo, falei:
-- Desculpe! Mas é que eles são tão bonitos. Aí, eu num resisti. Nunca pegue num e sempre quis pegar para saber como é – confessei, lutando desesperadamente para não perder a coragem, feito aquele que tem medo de altura e consegue subir dois degraus e apesar de estar prestes a desistir encontra forças para subir mais um.
Ao proferir isso, esperava que ela me atirasse algumas recriminações. Ao invés disso, e de forma surpreendente, Luciana retirou as mãos, virou em minha direção e quis saber:
-- Mas eles não são grandes demais para o meu corpo?
-- Claro que não. Acho eles bonitos exatamente por ser assim – falei.
-- Sempre tive vergonha de usar uma roupa decotada demais porque achava que eram grandes demais. Desde que começaram a crescer, parece que eles ficam cada vez maiores e não vão parar nunca – falou ela, tocando em seus próprios seios. – Às vezes, eu penso que vou ficar quem nem aquelas mulheres nas revistas de mulher pelada.
-- Como assim? – perguntei. Senti que começava a surgir um clima entre a gente. Talvez fosse coisa da minha cabeça, mas estava gostando demais daquilo.
-- Você nunca viu? Eu vi uma vez. Entrei no quarto da minha mãe e comecei a procurar não sei o que no guarda roupa quando encontrei, bem escondidinho, um monte de revistas de mulher, de sexo. Aí numa delas tinha uma mulher com uns peitos enormes assim. – mostrou com as mãos. – Parecia até que ela nem conseguia ficar de pé por causa do tamanho dos peitos. Nossa! Aquilo era horrível!
-- Ah, mas os seus são lindos! Eles num vão ficar grandes assim não. – falei. Eu não sei se ela percebia, mas estava louco para tocar neles. Minhas mãos comichavam. Foi então que perguntei:
-- Como eles são?
-- Quem? Meus peitos?
-- É!
-- Como assim? De que jeito?
Vi que ela não tinha entendido a minha pergunta. Então fui mais claro:
-- Eles são duros, moles?
-- Não são assim muito molezinhos não, mas também na são muito duros. São iguais a qualquer outra parte do corpo. Põe a mão para você ver.
Titubeei. Será que encontraria forças para subir mais um degrau? Por alguns instantes, o desejo de tocá-los enfrentou a vergonha de cometer um ato daqueles num combate mortal. Por fim, o primeiro venceu. Meu coração, porém, acelerou, tornei-me tenso, mas levei vagarosamente a mão até o seio dela. Então o toquei levemente. Primeiro, perpassei a ponta do dedo sobre a pele lisa e branca; em seguida, pressionei levemente o dedo; e depois, arrastei o dedo até o mamilo, pois ele me parecia ter uma consistência diferente, e eu queria ter a certeza. Mas ao tocá-lo, alguma coisa aconteceu. Não encontro palavras para explicar. Só sei que foi como se ao levar o dedo nele, ligasse alguma coisa que fez com que Luciana sentisse um calafrio. Na época eu não entendi aquilo. Mas para mim, aquilo foi uma reação inesperada, uma coisa estranha, semelhante ao levarmos um choque elétrico pela primeira vez.
Luciana não disse nada. Continuou calada, só me olhando tocar em seu seio, talvez não sabendo o que dizer. Aí eu senti vontade de apertá-lo, de espremer aquela massa volumosa e tão sensível. Assim, abri a mão e fechei os dedos sobre o seio dela. Luciana soltou um suspiro e jogou a cabeça para trás.
O que senti? Como posso dizer? Foi uma sensação deleitosa. Fiquei excitado e com uma vontade incontrolável de ir para cima dela, beijá-la nos lábios e beijar naqueles seios. Queria continuar, agarrar-me àquelas sensações para sempre; queria ir além e descobrir até onde tais sensações me levariam. Era a segunda vez que sentia um deleite tão intenso assim. O primeiro tinha sido no dia anterior, quando beijei a Marcela E não sei o que teria acontecido se não tivéssemos ouvido as outras duas se aproximar. No mesmo instante retirei a mão. Luciane ergueu a cabeça e virou para o lado.
Como eu poderia imaginar que aquele gesto – um gesto de curiosidade e instinto – pudesse ter contribuído para as consequências do que viria depois? Embora soubesse que não agia bem ao tocar aqueles seios, uma vez que estava apaixonado por Marcela e isso fazia soar como uma traição, não me ocorreu que reações semelhantes a que eu experimentara também ela poderia ter experimentado. E se no meu caso a curiosidade havia se dissipado, embora não totalmente, nela havia feito nascer algo que nunca deveria ter nascido, uma vez que ela não estava preparada para controlá-lo. Mas como o amigo leitor verá adiante, a perda da inocência e o florescimento dos instintos nada humanos foi inevitável.


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