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Roteiro_de_Filme_ou_Novela-->ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 14 -- 10/11/2005 - 12:16 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 14


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14


Uma sensação desconhecida apossou-se de mim. Senti uma espécie de vertigem, como se algo invisível trespassasse-me pelo corpo, como que tocado por uma mão invisível. Como disse anteriormente, sentira algo parecido quando beijei Marcela e quando lhe toquei nos seios pouco antes, mas por uma conjunção de fatores como o fato de não precisar temer a chegada de alguém, de não estar tão tenso como da primeira vez e por minha excitação ter atingido o clima; contudo, daquela vez foi a sensação mais prazerosa que experimentara desde o primeiro orgasmo quando, ainda sem experiência alguma, esfolei o pequeno falo e fiquei com câimbra no braço direito.
Um tanto confuso, ergui os olhos e procurei no rosto dela algo parecido com o que eu estava experimentando, pois pela primeira vez ocorreu-me que talvez ela estivesse gostando. Luciana porém me olhava com impassividade, como se meu toque não lhe causasse nenhuma afetação.
-- O que foi? – perguntou-me ela
-- Nada – respondi.
-- Tem certeza? Você está com cara de quem quer pedir alguma coisa, mas não tem coragem – insistiu ela, como se adivinhasse meus pensamentos. Eu queria fazer aquilo que vi algumas vezes nos filmes e em algumas revistas pornográficas. Eu queria saber qual a sensação de chupar aqueles peitos e descobrir porque os homens gostam tanto de fazer tal coisa. Mas a timidez me impedia de lhe pedir isso.
-- Tenho sim.
-- Então me deixa ver ele – disse ela com naturalidade, apontando para meu púbis. Aliás, desinibida, Luciana não fazia rodeios, ia direta ao ponto.
Fiquei vermelho e sem reação, como se me pedisse para fazer algo vergonhoso demais. Senti algo me parar na garganta, impedindo-me de dizer alguma coisa. Retirei as mãos dos seios dela e por alguns instantes fiquei parado, como diante de um precipício, na incerteza entre pular ou suportar uma vergonha insuportável pelo resto da vida.
-- Vai, mostra ele pra mim! Tá com vergonha?
-- Tô – confessei.
-- Mas o que tem? Só tem a gente aqui. Só quero ver como ele é. Eu não deixei você pegar nos meus peitos?
-- Deixou – respondi meneando a cabeça.
-- Então? Direitos iguais. Agora é a minha vez de pegar nele.
Eu não entendia a causa daquela vergonha toda. Não me senti assim no dia anterior, quando estava às sós com Marcela. Era como se a idade e a desenvoltura de Luciana me fizesse diminuído e ao mesmo tempo com medo de provocar-lhe risos, e de ser motivo de chacotas por parte dela, pois certamente ela não perderia a oportunidade de fazê-la. Além do mais, havia aquela sensação de que estávamos fazendo algo errado, algo que nossos pais não aprovariam de forma alguma. O que pensaria se nos vissem fazer aquilo? Seríamos repreendidos e nos diriam que essa não foi a educação que nos deram.
Fiz o que ela pediu. E como estava excitado, aquilo provocou-lhe certo espanto. Talvez porque não esperava que meu falo pudesse ter aquele tamanho, embora não fosse tão diferente do de qualquer garoto da minha idade.
-- Nossa! Como está duro! – exclamou ela, ao apertá-lo entre os dedos. Embora naquela época, essas palavras tenham me passado quase despercebido, elas demonstravam que para ela havia um que de novidade, apesar de que eu não saberia precisar onde estava essa novidade uma vez que, como ela mesma confessara depois, tivera por mais de uma vez um em suas mãos.
Não respondi. Apenas aguardei que ela matasse sua curiosidade. E sua curiosidade parecia não acabar nunca. Ela mexeu aqui e acolá, tocou-o como se examinasse um objeto raríssimo, como se não fosse ter outra oportunidade igual aquela.
E aqueles toques me afetavam. Tinha vontade de dizer-lhe que queria examiná-la da mesma forma e fazer outras coisas com ela. Mas faltava-me coragem de confessar-lhe tal coisa. Nunca, nunca que lhe diria o que se passava na minha cabeça. Não, por nada desse mundo. Ainda não estava preparado para suprir as exigências de meu corpo. Diante daquela menina mais velha e experiente, eu me sentia um menino, um menino incapaz de lhe mostrar que podia fazer o que os homens adultos faziam e lhe proporcionar sensações inimagináveis.
Assim, usando a desculpa de que tínhamos obrigações a fazer, disse-lhe:
-- Agora chega. Vamos apanhar a lenha antes que anoiteça.
-- Ta bom então. Vamos – assentiu ela com um sorriso emblemático.
Luciana havia me mostrado alguns galhos secos pouco antes. Nós os catamos e os deixamos no meio da trilha; então fomos procurar mais, o mais rápido possível, pois o sol começava a se esconder.
Tanto eu quanto Luciana não tecemos comentários acerca de nossas intimidades; pelo contrário, eu fazia o possível para não lhe dar motivos para tocar no assunto e ela por sua vez parecia não ter o que dizer. Agora que o ímpeto passara, tudo me parecia ainda mais vergonhoso. Eu até tentava evitar que, mesmo sem querer, meus olhos fossem parar nos seios livres dela. Era o mínimo que eu poderia fazer, já que não podia deixar de pensar neles a maior parte do tempo, embora eu tentasse evitar isso ao pensar em Marcela. Mas aí eu ficava imaginando como eles seriam e, ao imaginá-los, fazendo comparações não só com os seios de Luciana como também com os seios de minha prima.
Por sorte, não tivemos dificuldades em juntar grande quantidade de galhos e gravetos. Encontramos inclusive um tronco meio apodrecido, mas ainda capaz de queimar por longas horas.
-- Acho que isso dá – falei.
-- É mesmo. Só esse pedaço grande dá para queimar a noite toda – asseverou ela, ajudando-me a erguê-lo e colocá-lo nas costas.
Luciana apanhou os galhos que tínhamos recolhido e seguiu na minha frente, de volta à cabana.
Durante alguns momentos não trocamos palavras. Era como se cada um tivesse algo para dizer, mas temia em tocar no assunto. Para tentar esquecer aqueles seios desnudos, eu procurava fixar o pensamento nas outras duas meninas, no que estariam elas fazendo, mas era inútil. Era como se meus pensamentos fluíssem por si só, sem que eu tivesse o poder de intervir, sem que eu pudesse fazer alguma coisa, inclusive para acabar com aquela excitação.
Antes de chegarmos à faixa de areia, Luciana parou um pouco para descansar e virou de frente para mim. Ao me percorrer os olhos atentos e cheios de curiosidades, comentou:
-- Mas ele ainda está desse jeito? Cuidado hein! Se tu chegar assim lá, elas vão ver e pensar besteiras. Talvez até achem que a gente andou se deitando.
Apesar de não enter o que ela estava querendo dizer com aquele “deitando”, fiquei mais uma vez enrubescido, como se fosse surpreendido num ato obsceno. Só que eu não tinha o que fazer. Só dispunha de um meio de trazê-lo de volta ao tamanho natural, mais isso não dava para fazer ali. Não podia simplesmente parar diante dela e bater uma punheta. E mesmo que inventasse uma desculpara para me afastar, ela desconfiaria de alguma coisa e provavelmente fosse ao meu encalço. Por isso, falei:
-- Paciência. Ele num quer ficar pequeno.
-- Mas não tem nada que você possa fazer?
-- Não – menti. -- Daqui a pouco ele fica. E é melhor você num contar nada do que a gente fez – recomendei em seguida.
-- Pode deixar. Esse vai ser o nosso segredinho. Não ia falar nada mesmo! Senão sua priminha é capaz de caçar ainda mais assunto. – Luciana apanhou os galhos e voltou a carregá-los.
-- Vê se num fica arrumando confusão com ela. Ela ainda é uma criança – pedi, seguindo-me atrás dela. – Vou ter uma conversa com ela. Não pode ter desavenças entre a gente. Temos que nos mantermos unidos. A gente precisa uns dos outros até que alguém tire a gente daqui. Afinal de contas, só temos nós para cuidar de nós mesmos.
-- Sei disso – interrompeu ela. – Só que ela não sabe.
-- Não se preocupe. Vou explicar tudo isso pra ela. Mas tenha um pouco mais de paciência com ela, tá bom? -- pedi quando aproximávamos da cabana. Já estava um pouco mais sem luz e podíamos ver a luz da fogueira.
-- Só quero ver se isso vai adiantar.
-- Se não adiantar, eu ponho ela de castigo.
Nisso, Marcela apareceu correndo em nossa direção.
-- Pensei que tinham se perdido – foi o que ela disse.


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