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Roteiro_de_Filme_ou_Novela-->ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 20 -- 01/04/2006 - 15:11 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 20


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20


Despertei a Marcela e a Ana Paula e fui dormir. Luciana também foi. Tentei, mas o sono teimava em não vir. Tentava pensar nos meus familiares, no desespero de minha mãe que provavelmente achava que estávamos mortos. Pensei inclusive nos pais daquelas meninas que também deveriam estar tão desesperados quanto os meus. Contudo, meus pensamentos eram interrompidos pela lembrança daquele som vindo da floresta. Eu fazia um esforço gigantesco para afastá-lo, na tentativa de evitar que não ficasse replicando na minha cabeça, mas ele teimava em não me deixar. E era sempre a mesma sensação: a sensação de que algo se aproximava, de que talvez eu estivesse morto se não houvesse corrido.
Aquilo foi me corroendo e deixando-me angustiado e com muito medo. Um medo terrível e desesperador. Eu não queria demonstrá-lo, mas qualquer um que prestasse atenção em mim, certamente veria uma expressão de medo. E ao amanhecer? Como faria para entrar na floresta e apanhar lenha? E se me faltasse a coragem? O que as meninas pensariam de mim? Achar-me-iam um fracote? Ou também elas seriam contagiadas pelo medo e então nossa presença naquela ilha se tornaria a mais terrível de todas as torturas? Ah! Fiz mil e uma pergunta, sem conseguir responder nenhuma.
Aos poucos, quando já estava quase amanhecendo, consegui dormir. Não sei como as duas responsáveis por tomar conta do fogo não notaram que eu estava acordado. Aliás, mantive os olhos fechados o tempo todo e o mais quieto possível, justamente para que não me vissem acordado; embora, vez ou outra abrisse lentamente os olhos a fim de indagar se realmente permaneciam despertas. Mas eu não os abria totalmente, apenas o suficiente para deixar passar um pouco de imagem. De fato ambas permaneceram acordadas o tempo em que estive desperto.
Lembro-me que cochichavam bastante; às vezes até um pouco alto demais. Em dado momento, a conversa girou em torno da minha pessoa. Marcela queria saber da prima detalhes sobre a minha vida. Depois indagou a outra acerca da possibilidade de vir a ser minha namorada, o que Ana Paula apoiou. Foi o único momento em que consegui desviar a atenção e esquecer a causa de meu medo. Ainda recordo com relativa precisão de uma frase que Marcela deixou escapar: “Ele só é um pouco assanhadinho...”. Ana Paula cochichou-lhe algo, mas não me recordo o que. Pouco depois uma delas saiu da cabana e a outra permaneceu em silêncio. Foi nesse meio tempo que adormeci.
Acordei com o dia claro. Nem Ana Paula e nem Marcela encontravam-se na cabana. Luciana ainda dormia ao meu lado, virada para o canto. Levantei com cuidado para não acordá-la e em seguida corri os olhos pelo seu corpo seminu. Todavia, foi por pura curiosidade; mais para ter certeza de que estava tudo bem com ela. Não havia desejo ou pensamentos impuros. Aliás, desde a noite anterior não conseguia ter esse tipo de pensamentos.
Decidi levantar e procurar as meninas; pois fiquei preocupado com a ausência delas. Além de não saber para onde poderiam ter ido, também não ouvia suas vozes, o que me levou a concluir que não estavam por perto. Sai da cabana e corri os olhos pela faixa de areia. Nada, nenhum sinal delas Procurei-as na água; pois achei que talvez estivessem tomando banho, uma vez que o sol estava quente. Mas também não as avistei. “Onde elas podem ter ido? Será que se embrenharam na mata? Meu deus! E se elas tiverem correndo perigo?”, fiz conjecturas, quase em desespero, vendo a carcaça de seus corpos entre as árvores.
Voltei para dentro da cabana e acordei Luciana.
-- Num tô vendo as meninas – falei, com afetação.
-- Elas devem ter ido dar uma volta – declarou ela, após se despertar.
-- Mas e se alguma coisa acontecer com elas? – perguntei. Confesso que estava prestes a entrar em desespero. – Num estou gostando nada disso – declarei logo em seguida.
Luciana levantou-se e se espreguiçou. E, ao erguer os braços, espreguiçando-se, seus seios se levantaram e tornaram mais belos. Não pude evitar fixar os olhos neles, embora meus pensamentos se misturassem entre o que estariam fazendo aquelas duas e a lembrança da noite anterior. Aliás, realmente nem cheguei a prestar muita atenção a eles, apesar da beleza. Dir-se-ia de uma reação involuntária, quase um estímulo.
-- Não se preocupe. Daqui a pouco elas aparecem – declarou aquela jovem bela e atraente. – Vamos aproveitar e entrar n’água – sugeriu caminhando em direção ao mar.
Segui-a. Talvez ela estivesse certa e não tivesse mesmo com o que se preocupar.
-- E se aquele barulho for de algum monstro? – Toquei novamente no assunto. Aliás, o medo causado por aquele som vindo da floresta ainda me apavorava.
-- Que monstro? Não tem monstro algum! Se tivesse alguma coisa nessa ilha a gente já teria visto – afirmou Luciana, como se tivesse toda a certeza. Aliás, pareceu irritada com a minha insistência. -- Já entramos naquela mata e não vimos pegada em nenhum lugar. Aposto como não era nada.
Entramos no mar. A água estava um pouco fria, mas mesmo assim estava gostosa.
-- Mas eu tenho certeza de que tinha alguma coisa ali – insisti.
-- Por acaso você viu alguma coisa? – perguntou ela de forma agressiva.
-- Não. Só ouvi um barulho.
-- Então deixa de ser medroso e idiota.
Luciana deu um mergulho.
-- Nossa! Que gelo! – exclamou ao se emergir. – Pensa comigo: se você não viu nada, como pode saber que era um monstro, seu idiota? Vai ver que era o barulho do vento e alguma coisa que caiu – explicou, levando a mão ao cabelo e removendo o excesso de água. – E você fica aí imaginando coisa e morrendo de medo à toa. Que homem é você?
Fiquei com as faces afogueadas quando ela me inquiriu. Foi como se ela estivesse pondo em dúvida a minha masculinidade.
-- Num estou com medo – menti. – Só fiquei preocupado – asseverei, molhando a nuca antes de mergulhar, embora estivesse em dúvida se mergulharia ou não, pois a água estava bastante fria.
-- Preocupado? – deu ela uma risada. – Você está é com medo. Pensa que eu não sei, seu frouxo? Você é um grande medroso. Um fracote, isso sim! – disse ela em tom provocativo.
Numa reação espontânea, de muita raiva pois ela me jogara uma grande verdade na cara, abaixei a sunga e mostrei-lhe o falo, balançando-o.
-- Eu num sou frouxo e nem um fracote. Vê se isso é coisa de frouxo?
-- Essa coisinha minúscula e mole aí? Qualquer bichinha tem uma dessas no meio das pernas e nem por isso são homens – declarou ela, dando gargalhadas.
De fato ela estava com a razão. O fato de ter um pênis no meio das pernas não me tornava corajoso e nem me tornava superior a elas. Mas eu não sabia disso. Fora educado até então que todo homem tem de ser “macho” e mostrar essa macheza quando minha condição de homem estivesse em perigo. De forma que, mostrar-lhe os órgãos sexuais foi um ato quase instintivo.
-- Vem cá! Que vou te mostrar se sou frouxo – chamei. Mas ao invés disso, fui em sua direção. Luciana se afastou, como se quisesse fugir de mim. Enquanto isso, dava gargalhadas, mostrando que fugia não por me temer, mas para me humilhar e mostrar sua superioridade. No momento, não dei conta de ela fazia aquilo para me atrair para uma armadilha, uma das tantas que preparou para mim naquela ilha. E quando isso me ocorreu, era tarde. Eu tinha caído em sua armadilha.



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