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Roteiro_de_Filme_ou_Novela-->ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 18 -- 21/02/2006 - 18:23 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 18


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18


Fui interrompido uns dois ou três minutos depois pela voz de Luciana. Ela me chamava.
Estava quase lá, próximo do momento em que uns segundos de colapso é seguido por uma sensação inefável de alívio. E sua voz veio me interromper justamente no momento precedente a esse colapso. E ao ser arrancado do estado de absorção em que me encontrava, assustei-me. De forma que a primeira reação foi erguer a sunga e tentar disfarçar.
Ah, mas era tarde demais. Ela estava próxima o bastante para deduzir o que se passava.
-- O que você está fazendo? – perguntou ela, já do meu lado.
Sem saber o que dizer, simplesmente respondi:
-- Nada.
Ela deu mais alguns passos e parou bem na minha frente, com um certo olhar malicioso, típico de uma garota esperta e ousada que sente o cheiro de algo errado.
-- Nada? Pensa que eu não vi. Sei muito bem o que você estava fazendo, seu safado.
Suas palavras me desconsertaram, dando-me a certeza de que ela vira o que estava fazendo. Eu poderia negar, mas de nada adiantaria. A vergonha estava estampada no meu rosto. Eu não sabia para onde olhar e menos ainda o que lhe dizer para sair daquele embaraço. No entanto, neguei novamente, já que era a única coisa a fazer.
-- Num estava fazendo nada! Só dando uma mijada.
-- Mijada? Com isso desse jeito? – perguntou ela, apontando-o. – Então como que não tem marca de xixi no chão?
Como a odiei naquele instante! Como ela podia fazer isso comigo? Onde queria chegar, pressionando-me desse jeito? Será que não percebia o quanto estava me deixando constrangido? Até parece que ela fazia isso de propósito, como se quisesse exercer algum tipo de poder sobre mim.
-- Eu não sou boba. Vi você mexendo o braço assim – repetiu ela os movimentos que eu fizera pouco antes.
-- E o que você tem com isso? – perguntei com grosseria, dando a entender que sua presença e suas perguntas me irritavam.
-- Nada. Só fiquei curiosa – respondeu ela mudando o tom de voz. – Queria ver você fazendo.
-- Fazendo o quê?
Dei uma de desentendido. Como se não soubesse do que estava falando. Talvez assim ela mudasse de assunto ou me deixasse em paz.
-- Isso que você estava fazendo – insistiu.
Nisso, a vergonha começou a abrandar-se; talvez porque a irritação tomava o seu lugar.
-- Mas eu num tava fazendo nada demais. Já falei – repeti.
-- Como não? Eu vi – afirmou ela de forma convicta. – E não precisa mentir para mim. Não sou nenhuma menininha inocente não. Posso não saber muita coisa, mas sei o que os meninos fazem. Já vi uns meninos da escola fazer. Além do mais a gente já tem intimidades suficiente para não ter vergonha um do outro. Você estava era batendo uma punheta.
Eu continuava ali, parado diante dela, sem forças para encará-la nos olhos, ainda mais depois de me atirar a palavra “punheta” na cara. Aliás, o que desejava mesmo era que ela me deixasse só. Mas ela parecia não querer arredar o pé. Era como se ao me pegar em flagrante tencionasse usar isso para tirar proveitos, como ela costumava fazer quando tinha oportunidade.
Talvez, se ela não tivesse me surpreendido daquela forma e me deixado tão desconsertado, eu tivesse percebido em suas palavras quanto Luciana era perigosa. Pois que menina decente, com a idade que ela tinha, já teria visto “uns meninos da escola fazer” isso? Mas isso não me ocorreu e só veio me ocorrer muito depois quando já era tarde demais.
-- Se sabe, por que está perguntando então?
Ela permanecia parada diante de mim, como se esperasse alguma coisa, embora não percebesse isso. Eu mesmo não fazia a menor ideia de suas intenções. Era evidente que ela tencionava alguma coisa. Não fora atrás de mim por acaso, apenas porque estava preocupada comigo. Provavelmente desconfiara de alguma coisa quando eu resolvi deixar a cabana no meio da noite. Mas o que uma garota de 16 anos poderia querer com essas palavras? Não, sabia. Aliás, nem lhe perguntei isso naquele momento, mas bem que poderia ter feito. Talvez assim estivesse preparado para o que se passou em seguida.
Por alguns momentos, o silêncio imperou absoluto, deixando penas o som das ondas penetrar em nossos ouvidos. Foi então que criei coragem para levantar a cabeça e mirar os seus olhos ávidos por alguma coisa.
-- O que foi? – arrisquei a perguntar, interrompendo o silêncio e ao mesmo tempo procurando saber o motivo pelo qual me fitava insistentemente. Aliás, não me restava outra coisa a fazer. Era isso ou simplesmente me afastar, deixando-a ali.
-- Me ensina? – Sua voz saiu titubeante, demonstrando insegurança. Talvez ela soubesse que estava pedindo algo caro para mim, algo que poderia me deixar em suas mãos ou, por outro lado, pôr-lhe fim a qualquer oportunidade de exercer algum controle sobre mim.
Minha face corou novamente. Era como se aquelas palavras fossem uma senha para abrir uma comporta e derramar algum veneno no meu sangue, tornando-o revolto. O coração de imediato acelerou.
-- Ensinar o quê? – foi o que consegui dizer.
-- A bater uma punheta. Só quero saber como é. E ver aquele troço esguichando.
Ela parecia não se sentir constrangida diante de uma situação tão delicada. Aliás, isso já não era a primeira vez. E essa facilidade com que encarava situações desse tipo me assustava e me diminuía ao mesmo tempo, mostrando todas as minhas fraquezas. Talvez ela fizesse isso – o que se confirmou mais tarde – para mostrar que a liderança, diferentemente do que ocorre no mundo animal, não caberia ao macho, mas a quem tivesse mais personalidade. Ela estava tentando assumir um papel que na realidade caberia a mim. E apesar de ainda não ter notado suas verdadeiras intenções, era evidente que Luciana procurava impor suas vontades, procurando com isso me manter sob seu julgo. Para quê? Não tardou a revelar.
Ainda sob o efeito da surpresa, acabei concordando; embora não estivesse mais excitado, nem com vontade de continuar o que o ela me interrompera, uma vez que as razões que me levaram a chegar até ali haviam dissipado completamente.
Luciana aproximou-se ainda mais. Enquanto isso, abaixei a sunga.
-- Porque ele está pequeno? – quis saber ela, ao tocá-lo com os dedos.
-- Num sei.
-- Claro que sabe. Como é que faz? Vai me mostra! -- Peguei em seu braço e então comecei a movimentar a mão para frente e para trás.
– É assim -- falei.
-- Entendi -- disse ela.
A princípio, o contato de sua mão não surtiu efeito. Até porque ela ficava me interrogando o tempo inteiro, querendo saber tudo. Era como se não fosse ter outra oportunidade para obter as informações que aguçavam sua curiosidade. Aliás, fazia perguntas infantis, tal qual uma criança. E o excesso de perguntas acabou por me impedir de se concentrar. Então tive de lhe dizer:
-- Se você quer mesmo saber o que acontece, então para de me fazer tantas perguntas. Desse jeito eu não consigo me concentrar. Faz e fica calada.
-- Tá bom! Desculpa. – respondeu ela, meneando a cabeça para cima e para baixo. Ela estava ajoelhada no chão apoiando-se sobre os calcanhares. A mão esquerda segurava-se em minha perna. – Tô fazendo certo?
-- Tá.
Ela não fez mais perguntas por algum tempo. Assim, eu pude me compenetrar com certa facilidade, pois foi só olhar para os seios dela e imaginar meus lábios neles, devorando-os. Em pouco tempo o falo voltou a enrijecer no meio dos dedos dela.
Não sei o que ela sentiu naquele momento, uma vez que estava mergulhado num mar de sensações. Entretanto, acredito que deva ter lhe causado uma grande impressão. Pois ela também estava experimentando algumas sensações pela primeira vez, embora eu não soubesse quais.
Não há momento mais difícil para um homem manter o controle da situação quanto nessa hora. É justamente nesses instantes em que na mais das vezes se perde a fortuna e se joga pela janela toda uma vida. Agora, amigo leitor, imagine a dificuldade para um garoto ainda inexperiente e incapaz de fazer ponderações. Talvez tenha sido por causa disso que quase sem me dar conta de meus atos, tenha deixado cair a mão até um dos seios dela e o acariciado, apertando-lhe o mamilo.
Luciana ergueu a cabeça e me fitou com um discreto sorriso. No mesmo instante interpretei aquele sorriso como um convite para algo mais. Poderia ser um idiota, mas não idiota o bastante para saber que ela tinha gostado. Assim, peguei em seu braço e puxei para que ela se levantasse. Sem dizer uma única palavra, ela obedeceu.
Tudo aconteceu muito rápido. Eu nem sei explicar o que me levou a fazer o que fiz. Aliás, nem sei mesmo dizer se fui eu quem tomou a iniciativa ou se foi ela. O que posso afirmar é que em nenhum momento eu a ouvi dizer para parar ou que eu estava indo longe demais. Ela simplesmente consentia que eu fizesse o que meus instintos me ordenavam.
Se não fui mais longe, foi devido à inexperiência e a cupidez. Eu sabia beijá-la, sabia tocá-la e acariciá-la, mas não sabia como penetrá-la. Sim. Eu não sabia onde colocar aquela coisa rígida com a qual Luciana estivera brincando pouco antes. Não. Não riam de mim. Eu era só um menino de 13 anos, completados recentemente. Eu sabia que as pessoas transavam, e que daí as mulheres engravidavam. Mas eu nunca tinha visto aquela coisa feia, deformada e parecendo mutilada que fica no meio das pernas das meninas ao vivo e a cores. Uma única vez, olhara em uma revista com Fabrício, meu primo, há cerca de dois anos na casa da tia Beatriz, quando passei uns dias de férias lá, mas fiquei tão envergonhado com aquilo que não saberia descrever o que vira no dia seguinte, ainda mais depois do que acabamos fazendo; aliás ele insistiu e eu não tive forças para recusar. Algum tempo depois, fucei o quarto de meus pais na esperança de encontrar uma dessas revistas mas jamais topei com uma. Se havia eu nunca as vi. Na escola não aprendera quase nada, uma vez que educação sexual ainda era tabu nas escolas. O máximo que a professora falara, foi acerca de doenças sexualmente transmissíveis. Nada mais. Nem mesmo a camisinha cheguei a conhecer. Então como é que eu poderia saber como é que se transava com uma mulher? Não, eu não sabia.
Talvez o leitor esteja se interrogando: mas então o que ele fez? Não fiz praticamente nada. Só que para um garoto da minha idade, com a educação que recebera de meus pais, aquilo já era motivos para condenar minha alma ao inferno, o qual eu temia mais que o diabo a cruz.
A verdade é que fui tomado por um descontrole desmedido. Quando Luciana se levantou e então nos beijamos, seus seios roçaram em meus peitos e meu falo deslizou entre as coxas dela. De repente eu parei de beijá-la e meus lábios foram procurar os seus seios. Ela, mais que depressa, ofereceu-os o com um certo deleite, como se não houvesse nada de reprovável naquilo. E assim eu passei e acariciá-los e mordiscá-los ao mesmo tempo.
Minhas carícias só duraram cerca de um minuto. Pois logo a seguir ela pediu:
-- Espera um pouquinho.
Obedeci feito um escravo. Eu não queria parar, mas ela me tinha sob controle. Poderia me mandar fazer o que quisesse que eu faria sem contestar, desde que não me privasse daquele deleite. Então ela me disse para deitar na areia.
Foi o que fiz.
Ela deitou do meu lado e nos beijamos novamente. Ela era a segunda pessoa que eu beijava até então. E isso em pouco mais de vinte e quatro horas. Minhas mãos desesperadas, procuraram aqueles seios brancos e pontudos. Nesse momento sua mão encontrou o meu falo e se fechou em torno dele com certa força, como se ela quisesse agarrá-lo e não deixá-lo escapar. E então senti aquela mão se mover para frente e para trás, como ela havia feito pouco antes.
Eu fechei os olhos e deixei que as sensações se apoderassem inteiramente de meu corpo.
Pouco tempo depois a ouvi pedir para tocar seus seios com os lábios e chupá-los. Foi o que abreviou o fim daquele estado de desespero em que eu me encontrava. De repente, ela prestou mais atenção à sua mão em movimentos e assim pode ver o que tanto queria.
-- Nossa! Que coisa mais esquisita – antes mesmo de eu me recuperar daquele estado de confusão mental, o qual dura apenas alguns segundos.
Eu não disse nada. Apenas permaneci ali. Ela se levantou sem dizer mais nada e foi em direção à água. Eu me sentia horrível, como se tivesse cometido um crime terrível ou algo semelhante. Eu tinha medo de me levantar e encará-la. Ela parecia não dar muita importância à coisa, mas eu não era assim. Talvez porque nossa educação tenha sido completamente diferente. Não sei. Talvez.



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