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Contos-->QUANDO O AMOR NÃO ACABA - capítulo XIV -- 01/10/2005 - 13:31 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
QUANDO O AMOR NÃO ACABA - capítulo XIV

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Por algum tempo esqueci de Diana. No momento, quem roubava meus pensamentos era Fabiana. Não porque eu estivesse apaixonado por ela. Nada disso. Mas tão somente porque era nela que eu via uma presa fácil, uma garota capaz de satisfazer aqueles desejos que eu não conseguia satisfazer com minha namorada. Sim. Eu via em Fabiana uma garota capaz de me satisfazer plenamente.
Eu sabia que ela não tinha beleza, não tinha classe, não tinha as condições mínimas para que eu a apresentasse aos meus poucos amigos e principalmente a meus familiares. Eu jamais teria coragem de apresentá-la a meus pais como alguém com quem me relacionava intimamente. Minha mãe certamente me chamaria de louco e perguntaria onde arrumei aquela vadia. Meu pai provavelmente diria para comê-la o mais rápido possível e depois mandá-la para o quinto dos infernos.
Claro que eu não teria coragem de fazer tal coisa. Queria sim me aproveitar dela, mas não seduzi-la e logo em seguida me livrar dela. Enquanto fosse possível, enquanto ela me proporcionasse prazer, eu ficaria me encontrando as escondidas com ela. E para isso, se fosse preciso, arrumaria até um lugar e lhe daria alguns presentes, presentes que ela nunca teria condições de comprar com o salário que ganhava. Isso porém só seria usado caso ela bancasse a difícil e se negasse a me dar sua virgindade.
Ah, querido leitor! Se minhas confissões te enojam, peço perdão. Sei que isto pode lhe parecer horrível, mas é a mais pura verdade. Não quero justificar minhas atitudes condenáveis. Não, não é nada disso. Contudo, sei perfeitamente que muitos homens agem assim como eu. Muitos fazem até pior, muito pior. Outros pensam e têm vontade de fazer, mas acabam não fazendo; aliás, não o fazem por pura covardia, porque se não fossem tão covardes, certamente fariam sem ao menos sentir peso na consciência.
Confesso que naquele tempo eu também não me senti culpado; pelo contrário, eu parecia me divertir muito com aquilo. Somente mais tarde é que minha consciência ficou pesada e então senti muito remorso. Mas não vamos adiantar os fatos. Deixemos que sigam seu curso. Voltemos a narrativa.
Numa tarde. Não sei bem quando. Dei-lhe o bote certeiro. Lembro-me que era um sábado, quando o expediente ia até o meio dia.
Normalmente eu não aparecia no trabalho aos sábados, mas desde que me envolvi com Fabiana, passei a aparecer com mais freqüência. Às vezes, passava rapidamente pelo escritório só para me trancar com ela na minha sala por alguns instantes e fazer-lhe algumas carícias; depois, cerca de meia hora depois, voltava para casa.
Neste sábado porém decidi ficar até mais tarde.
Fabiana não fazia a menor idéia, mas no porta-malas do carro havia um colchão, um lençol e um travesseiro. E assim que todos fossem embora, eu ia dar um jeito de retirá-los do carro e estendê-lo no chão da minha sala. E ali, sozinho com ela, seduzi-la-ia. Havia planejado tudo nos mínimos detalhes, tal qual um diretor ao montar um grande espetáculo. Desde o momento certo de ir ao carro para pegar o colchão até nas frases feitas que usaria para deixá-la impressionada e impotente.
Assim que o pessoal saiu, chamei-a a minha sala e disse-lhe que ia ficar com ela até mais tarde. Ela ficou encantada. E para aumentar seu encanto, tratei-a da forma mais carinhosa possível, disse-lhe as palavras mais doces que conhecia, e tentei não demonstrar minhas segundas intenções.
Eu via nos olhos dela o quanto suas defesas eram frágeis. No momento certo ela não ia ter como dizer não. Era tudo uma questão de tempo. Dali a pouco aquela menina vestindo uma calça jeans, uma camiseta branca com detalhes e calçando aquelas sandálias que não combinavam com o resto da roupa, estaria deitada no colchão sem uma peça de roupa, desvirginada e cheia de sonhos; sonhos que só uma menininha idiota como ela seria capaz de ter.
Não sei quanto tempo ficamos ali nos beijando, e nos acariciando, e trocando juras de amor. Não, não sei quantas mentiras lhe contei, nem quantas promessas infundadas eu lhe fiz. Sei que em dado momento ela já estava sem nenhuma peça de roupa dos quadris para cima. Aliás, também eu estava na mesma situação. Foi quando lhe disse:
-- Eu tenho um colchão lá no carro. Deixe-me pegá-lo. Assim podemos ficar deitados. Já estou com as pernas doendo de ficar de pé. Você não está?
Ela meneou a cabeça afirmativamente.
Não sei se ela realmente estava. No meu caso porém aquilo não passava de uma estratégia muito bem planejada.
Vesti a camisa e fui correndo até o carro. Voltei com o colchão enrolado, o lençol e o travesseiro. Arrastei a mesa para um canto e estendi-o no chão.
-- Pronto. Agora a gente pode ficar bem mais à vontade.
Sentei no colchão e ela sentou ao meu lado. Depois retirei a camisa novamente e joguei-a para algum canto. Não demorou quase nada para que eu a fizesse deitar no sobre o lençol e eu rolasse para cima dela.
Não era a primeira vez que lhe tocava às partes íntimas; pelo contrário, já o fizera algumas vezes nos últimos dias. De forma que o fiz mais uma vez. Só que dessa vez fui mais ousado. Não me contentei em somente abrir-lhe o zíper da calça e introduzir a mão. Desprendi o cinto e desabotoei-lhe a calça; em seguida, empurrei-a um pouco para baixo, o suficiente para que sua calcinha ficasse à vista.
Não quero lhe ocupar, amigo leitor, o tempo com detalhes. Se estou contando isso, é tão somente para que você veja como eu agia de forma escrupulosa e maquinal; de uma forma em que não sobrava outra alternativa àquela jovem que não fosse cair nas minhas garras. Ela não fazia a menor idéia, mas nada daquilo que estava acontecendo com a gente ali era fruto do acaso. Era tudo parte de jogo, de um jogo muito bem planejado, de cartas marcadas onde o vencedor já era conhecido de antemão.
Tanto que durante nossos beijos e nossas carícias, sem que ela realmente desconfiasse, sua calça foi escorregando lentamente pernas abaixo. Assim como ela também não deve ter percebido o desprender de meu cinto nem o escorregar de minha calça. Claro que ela percebeu, mas quando já era tarde demais, quando isso já não fazia a menor diferença, tamanho o envolvimento e o estado de exultação em que se encontrava.
Quando me senti confiante o bastante, soergui por um instante, sentei no colchão e acabei de retirar a calça dela. Em seguida fiz o mesmo com a minha. Ela apenas me contemplou impassiva, incapaz de se opor a alguma coisa.
Depois de estarmos ambos usando a nossa última peça de roupa, deitei novamente sobre ela e dei tempo ao tempo. Ela precisava desse tempo para se acostumar com aquela situação. Eu via em seus olhos, no calor de seus beijos, na rigidez de seus seios, na sensibilidade de sua pele e na mancha úmida em sua calcinha o quanto Fabiana estava desesperadamente louca para se entregar. Mas ainda poderia haver o risco do recuo na hora H. Ainda havia muito tempo. Eu só precisava ter um pouco mais de paciência. Eu só precisava afastar todas as possibilidades de um não.
O passo definitivo para concretizar meus objetivos foi dado logo depois. Após um longo beijo, após mordiscar-lhe o mamilo, enquanto lhe passava a mão para lá e para cá no meio das pernas, sobre a calcinha unida, disse-lhe da forma mais doce possível que a amava, que estava loucamente apaixonado por ela. E enquanto seus olhos brilhavam mais que uma estrela no céu azul, minha mão escorregou-lhe por dentro da calcinha e o dedo médio se perdeu no dois grandes lábios. Mais uma vez, ela não se opôs; pelo contrário, soltou um longo suspiro, como se dissesse: vai, faz o que quer de mim. Sou tua.
E antes que ela tivesse uma chance de dizer não, com a outra mão retirei me falo para fora, peguei na mão dela e a levei até ele. Fiz com que ela não só o tocasse, como o sentisse em sua mão.
E aquilo foi o suficiente para que ela o quisesse experimentar, para que ela se apercebesse de que ao sair dali, ia sair sem alguma coisa, ia sair diferente, não mais como uma menina, mas como uma mulher.
Tal qual imaginei, ela não só o segurou como também movimentou a mão para frente e para trás. Vi em seus olhos não só a admiração e o encanto como também a curiosidade de examiná-lo mais de perto, com mais atenção. E até cheguei a pensar que o fosse fazer, mas acho que lhe faltou coragem.
Ela não se opôs quando agarrei em sua calcinha e a empurrei pernas abaixo. Pelo contrário, imediatamente fez o mesmo comigo e me puxou para cima dela. Na hora achei que aquele gesto era um gesto de desespero, um gesto de quem não agüentava mais de vontade de se entregar; todavia, mais tarde, ao relembrar aquele momento, cheguei a conclusão que fez aquilo por pudor, para que eu não ficasse olhando para seu sexo. Lembro-me que, ao pensar nisso, pensei comigo mesmo: “vai entender as mulheres? Ela teve pudor de me mostrar suas vergonhas, mas não teve pudor de me entregar a virgindade”.
Quando ela me arrastou para cima de si, eu a abracei fortemente, meus lábios fizeram pressão nos seus e, enquanto isso, meus quadris se ajeitavam no meio de suas pernas. Lembro-me que ala ofereceu alguma resistência, como se estivesse com medo de alguma coisa, mas cedeu aos poucos.
Eu poderia ter sido muito paciente, poderia ter demorado uma eternidade para penetra-la; todavia, não fiz isso. Eu queria sentir a sensação de ter-lhe roubado a pureza, eu queria sentir aquele prazer ímpar não por necessidade, mas simplesmente pelo fato de sentir prazer. De forma que simplesmente movimentei os quadris até que percebi que o falo estava na posição correta e o empurrei irreversivelmente para frente até que não tivesse mais o que empurrar.
Durante aqueles poucos segundos foi travada uma das mais interessantes batalhas. Talvez as pessoas nunca prestam atenção e nem mesmo se dão conta do tamanho da luta que se trava nesses poucos segundos; mas é mais que uma quebra de braços, mais que a disputa pela glória entre dos competidores; é simplesmente uma luta de vida ou morte entre aquelas duas partes do corpo do homem e da mulher. É uma luta desigual entre o terrível mostro das profundezas e sua vítima, mas é uma luta gloriosa. É uma luta onde no final o monstro estraçalha sua presa e bebe de seu sangue.
Não sei quanto tempo durou aquela luta. Só sei que pouco depois meu corpo jazia completamente exausto e satisfeito. Eu havia alcançado meus objetivos. Estava simplesmente em êxtase.
Fabiana jazia sob meu corpo. Seu rosto pendia para o lado, seus olhos permaneciam cerrados, como se ela adormecesse. Mas eu tinha quase certeza que aquilo era uma forma de se manter absorta em pensamentos, pensamentos que não poderia adivinhar, mas que tenho cá comigo que estavam relacionados a sua perda da virgindade. Não sou mulher para saber o que se passa na cabeça delas após se entregar a um homem, mas tenho um quê de suposição que avaliam o que acabaram de fazer. Talvez eu esteja completamente errado. E se o estiver, eu peço imensamente desculpa, querida leitora, mas algo me diz que vocês mulheres ficam medindo as conseqüências de seus atos e também pondo na balança para verem se valeu à pena ter se entregado aquele homem. Talvez passam com vocês nessas horas o mesmo que se passa na cabeça de um homem ao ser comunicado pela amante que pode estar grávida.
Bem, não vamos ficar especulando sobre aquilo que não se tem certeza. É bem provável que isso não lhe desperte nenhum interesse. De forma que vamos retornar a nossa narrativa, pois isso pode lhe ser mais interessante.
Ah, querido leitor! Você precisava ver como Fabiana saiu daquele escritório naquela tarde! Como uma garotinha apaixonada e cheia de sonhos. Coitadinha! Tão inocente! Confesso que tive até pena dela.
Na segunda-feira e nos dias que se seguiram, Fabiana parecia a mulher mais feliz do mundo. Ela entrava na minha sala e se comportava como se realmente fosse minha namorada. Sabia que não passava da outra, mas isso parecia não lhe fazer a menor diferença.

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