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Roteiro_de_Filme_ou_Novela-->ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 60 -- 01/02/2014 - 08:55 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 60


ÍNDICE
Capítulo(01) Capítulo(02) Capítulo(03) Capítulo(04) Capítulo(05) Capítulo(06) Capítulo(07) Capítulo(08) Capítulo(09) Capítulo(10) Capítulo(11) Capítulo(12) Capítulo(13) Capítulo(14) Capítulo(15) Capítulo(16) Capítulo(17) Capítulo(18) Capítulo(19) Capítulo(20) Capítulo(21) Capítulo(22) Capítulo(23) Capítulo(24) Capítulo(25) Capítulo(26) Capítulo(27) Capítulo(28) Capítulo(29) Capítulo(30) Capítulo(31) Capítulo(32) Capítulo(33) Capítulo(34) Capítulo(35) Capítulo(36) Capítulo(37) Capítulo(38) Capítulo(39) Capítulo(40) Capítulo(41) Capítulo(42) Capítulo(43) Capítulo(44) Capítulo(45) Capítulo(46) Capítulo(47) Capítulo(48) Capítulo(49) Capítulo(50) Capítulo(51) Capítulo(52) Capítulo(53) Capítulo(54) Capítulo(55) Capítulo(56) Capítulo(57) Capítulo(58) Capítulo(59)


Tivemos talvez a melhor refeição naquele dia. Comemos um peixe cada. E depois, por causa do calo infernal daquele começo de tarde, corremos para o mar a fim de refrescar um pouco. Ao ser atingido por uma onda, o que ainda restava de minha sunga rasgou-se e desprendeu-se, deixando-me inteiramente nu. Corri para apanhá-la, mas esta foi levada até a faixa de areia.
Envergonhado, com a água até o umbigo, gritei para que minha prima fosse apanhá-la. Olhei para Marcela e Luciana e ambas me fitavam, cada uma com uma expressão diferente no rosto. Marcela parecia estampar um sorriso tímido e ao mesmo tempo curioso, como se disse: “Agora você está igual à gente.” ou: “agora vou poder ver ele quantas vezes quiser”; Luciana por outro lado, demonstrava espanto e um ar de indignação, talvez achando que eu fosse o culpado por aquele pedaço de pano ter apodrecido e agora estar se desfazendo. Embora soubéssemos que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria, ela parecia não aceitar.
Ana Paula correu até a faixa de areia e a apanhou. Em seguida, levantou-a e, segurando-a com as duas mãos, espichou-a. O pano muito fraco não resistiu e partiu ao meio. Ela ficou com um pedaço em cada mão.
Tenho cá comigo que ela fiz isso de propósito, tanto que cheguei a pensar: “ela fez isso para se vingar”. Talvez quisesse dar o troco por eu ter corrido atrás dela e, ao não ser capaz de conter os instintos, tê-la violentado. Ela sabia da minha timidez. E sabia também que, diferente das meninas, ficar nu na frente delas me seria constrangedor. Assim aproveitou para rasgar a minha sunga.
-- Lamento, primo! Mas essa já era. Agora você vai ter que ficar pelado também – disse rindo, um sorrisinho malicioso. -- Vai ter que ficar com o seu troço sem nada tampando ele.
-- Pelado? -- perguntei.
-- O que tem? A Marcela e a Luciana não estão. E quer saber duma coisa. Vou ficar também. Já não aguento mais essa coisa colada em mim. Tenho que ficar tirando ela com o maior cuidado para não rasgar. -- Ana Paula simplesmente puxou a tanga do biquíni e esta se rompeu. Além de mim, era a única que ainda mantinha alguma coisa cobrindo as partes pudicas, embora sua tanga também estivesse rasgada em vários pontos.
-- Mas eu não posso ficar pelado – retruquei.
-- Por que não? -- indagou Marcela, aproximando-se de mim.
Olhei mais uma vez para Luciana e sua cara estava fechada. Temi que ela não fosse capaz de se controlar e fosse fazer uma besteira.
-- Porque eu sou homem – foi o que respondi.
-- É que ele tem vergonha de andar com o troço dele de fora – disse Ana Paula rindo.
-- Ou da gente ver que ele é pequenininho? -- falou Marcela.
-- Não é nada disso! -- respondi, olhando mais uma vez para Luciana. O sangue parecia subir-lhe pela face.
-- E você, Luciana? – Marcela virou-se na direção dela -- Por que você acha que o Sílvio não quer ficar pelado que nem a gente?
Houve um breve silêncio. Luciana parecia pensar em uma resposta.
-- As duas coisas: ele é idiota todo envergonhado e o pintinho dele já deve ter uma dona, por isso que não quer ficar exibindo ele por ai.
De fato, comparado com a esperteza e a experiência de Luciana, eu era idiota e ingenuo demais, uma vez que era resultado da edução que meus pais me dera, uma educação restrita e inadequada para os dias atuas não só devido às limitações de meus pais, pois eles tinham pouco estudo, mas também fruto da rígida moral religiosa que imperava em nosso lar. E se não bastasse isso, a minha timidez tornava-me ainda mais limitado, pois os tímidos não se interagem com os outros e consequentemente não aprende na rua, com os amigos, aquilo que os pais não ensinam.
Talvez para provocar Luciana, já que as duas não morriam de amores uma pela outra, Ana Paula acrescentou, dando uma risadinha:
-- Quem será? Uma de nós ou alguém que eu não conheço.
-- Querem parar vocês! Ficam falando besteiras, inventando coisas. Não é nada disso! -- falei, dando uma pausa. Tinha de tomar uma decisão e por fim àquilo. Lembrei da última vez em que minha sunga foi parar nas mãos de Ana Paula e temi que ela tecesse algum comentário sobre aquele episódio e provocasse a ira de Luciana, uma vez que tanto eu quanto minha prima negara ter havido entre nós alguma coisa naquele episódio. -- É sério! E agora? Como vou fazer? -- perguntei com um certo desespero. Não só por temer que Ana Paula falasse demais, embora duvidasse que fizesse algum comentário sobre como perdera a inocência, mas também pelo temor de que Luciana viesse a arrumar briga caso pegasse Marcela ou até mesmo minha prima observando-o, o que inevitavelmente aconteceria.
E havia outro motivo. Nos primeiros dias, quando ficava excitado, a sunga escondia, senão de todo, pelo menos parte desse excitamento. E agora? Não havia nada que o prendesse junto ao corpo. Se ficasse excitado, chamaria tanta a atenção que não teria como qualquer uma delas não ver. E isso com toda a certeza seria fonte de curiosidades e perguntas, as quais me provocariam grandes constrangimentos.
-- Já disse! Vai ter que ficar assim.
-- Não, eu não vou sair da água com vocês ai, olhando. Só vou sair quando vocês não estiverem mais ai – falei.
-- E se a gente ficar aqui até você sair? -- quis ela saber
-- Eu não saio – tornei a afirmar.
-- Então vamos passar a noite aqui, né meninas? -- Minha prima parecia ter encontrado o meu ponto fraco e decidira me espezinhar.
Fui salvo por Luciana que até então procura não se meter. Talvez porque não soubesse o que fazer.
-- Não, nós não vamos ficar aqui. Se ele está com vergonha de ficar pelado na frente da gente, a gente tem que respeitar. Mas não tem outro jeito. A não ser que você amarrasse uma folha de bananeira ai na frente. Mas isso ia ficar tão ridículo e não ia dar certo. Ela ia acabar caindo. Portanto não tem jeito. Você vai ter que ficar. Senão agora, mais tarde. Vai vocês duas pra cabana que vou conversar com ele.
-- E por quê você? -- quis saber Marcela.
-- Porque sou mais velha e sei lidar melhor com essa situação. Tenho certeza que vou acabar com essa vergonha rapidinho -- disse ela. -- Vão, saiam as duas.
Contrariadas e com um ar de desconfiança, elas nos deixaram.
Quando as duas desapareceram instantes depois, Luciana aproximou-se, parou na minha frente e, enfiando a mão embaixo d`água, agarrou-me os testículos como fazia todas as vezes que era possuída pelo ciúme e queria fazer mais ameaças.
-- Ai, tá doendo! -- falei.
-- É para doer mesmo! E vai doer muito mais se eu ver ele crescendo na frente delas. Já te disse que ele é meu e o que é meu eu não divido com ninguém, principalmente isso. Dele, elas não vão sentir o gostinho. Porque se sentir, você fica sem ele.
-- Mas eu não posso controlar. Às vezes, ele começa a crescer sozinho – asseverei.
Ela refletiu por alguns instantes.
-- Pensa que eu sou idiota? -- apertou-me ainda mais os testículos. -- Crescer sozinho! Ele só cresce quando você pensa em sacanagem. Sei muito bem disso! Aqueles idiotas do colégio me disseram isso. E eles eram muito mais esperto e experiente do que você possa imaginar. E o mais idiota deles achava que era o mais esperto, ainda teve a cara de pau de confessar que toda vez que pensava em mim o pinto dele crescia. Um dia, levei ele para trás da biblioteca e perguntei se o pinto dele estava duro. Ele disse que não. -- Empolgada pelas lembranças, Luciana afrouxou a mão e soltou-me os testículos. -- Ai eu disse para ele me mostrar. Ele disse que só me mostrava se eu mostrasse a minha xoxota. Acho que ele achou que eu não fosse capaz. Levantei a saia e abaixei a calcinha. Ele esbugalhou os olhos e ficou de boca aberta. Não dei tempo a ele. Disse que se ele me mostrasse ali, naquele momento, eu deixava ele por a mão na minha xana. Ele abriu o zíper e tirou o pinto. Ele estava mole, mas foi crescendo bem ali na minha frente. Ah, que delícia ver aquilo. Peguei a mão dele e enfiei ela no meio das minhas pernas. Ele parecia paralisado, sem saber o que fazer. Tive que falar para ele enfiar o dedo ali no meio. Quando ele tirou o dedo, o pinto dele estava mais duro que tudo. Uns quinze dias depois, deixei ele por ele no meio das minhas pernas, mas não deixei ele enfiar. Teve que gozar nas minhas coxas. Portanto, seu idiota, não sou uma idiota que nem você – afirmou, tornando a apertar-me os testículos. -- E sabe o que vou fazer para não correr o perigo de ver ele crescer na frente delas? Vou fazer você ficar sem vontade. E vou começar agora. Vem, vamos lá pra trás.
Cabisbaixo, feito um garoto aprisionado que vai ser violentado, segui-a.
Um golpe do destino, no entanto, frustrou-lhe os planos. Ana Paula surgiu, correndo em nossa direção, no exato momento em que Luciana havia me atirado ao chão.
-- Por que vocês vieram pra cá? -- perguntou, ao se aproximar.
Eu levei um grande susto, mas Luciana denotou grande frustração. Seu rosto adquiriu um tom avermelhado e seus olhos faiscaram.
-- Porque esse idiota saiu correndo e eu vim atrás dele – disse ela contrafeita. -- E você o que está fazendo aqui? Veio ver o pintinho do priminho?
-- Não. Vim avisar que a fogueira apagou.
-- Apagou? -- Levantei num sobressalto, esquecendo que estava completamente nu. Aliás, não tinha motivos para me envergonhar. Não era a primeira vez que ela me via naquele estado.
-- Apagou. A gente até tentou evitar que ela se apagasse totalmente, mas não conseguimos. Ainda tinha um toquinho de brasa, mas ele também se apagou. A Marcela soprou, soprou, mexeu nos gravetos, mas nada. Você vai ter que tentar acender ela de novo, como você fez daquela vez.
-- Só me faltava essa agora! -- exclamou Luciana, gesticulando os braços. -- Perdemos o nosso bem mais precioso.
-- Como isso foi acontecer? -- indaguei. -- Ninguém se lembrou de por lenha nela quando a gente foi tomar banho. Acho que ficamos empolgados com aqueles peixes e nem vimos que a fogueira estava se apagando.
Uma sombra de irritação envolveu-me, talvez porque eu sabia quão trabalhoso seria acendê-la novamente.
-- E agora o que a gente vai fazer? -- indagou Ana Paula, fitando-me com discrição a minha nudez.
-- Ora! Deixa ela apagada – exclamou Luciana.
-- Mas a gente precisa dela – falei. -- No começo, era só para alguém achar a gente, mas agora isso já não faz tanta diferença. Só que a gente precisa de fogo para assar os peixes e, se você conseguir matar algumas daquelas aves, elas também.
-- Isso é verdade! -- concordou minha prima.
-- Ora! Se você acendeu uma vez, pode acender de novo – asseverou Luciana, que alternava os olhares entre eu e Ana paula como se nos vigiasse. Aliás, isso não me passou despercebido, tanto que cheguei a pensar: “Se ela está de olho em nós que somos primos, imagina como não vai ficar de olho em mim e na Marcela! Vou ter que tomar muito cuidado! Se sentir que meu pinto vai crescer, tenho de sair de perto delas”.
-- É o jeito! -- respondi.
-- E é melhor a gente voltar. Temos que pensar em arrumar comida. Não temos nada para comer o resto do dia e eu não vou dormir com fome.
Tanto eu quanto ela concordamos. Até porque o plano era tentar fazer um arco e flecha para matar algumas daquelas aves que viviam na ilha. E embora o incidente da sunga tenha me feito esquecer desse compromisso, no caminho de volta para a “casa”, Luciana fez questão de relembrá-lo.
-- Vou sim. Quem sabe a gente consegue matar uma dessas grandes. Ai a gente vai poder comer uma carne de verdade.
-- Mas pra isso você vai ter que acender a fogueira de novo – lembrou Ana Paula.
-- Uma coisa de cada vez – falei.
-- Mas não vamos contar com isso. Quando chegarmos na cabana – Embora a cabana tivesse melhorado muito e tivesse uma aparência de “casa”, por costume continuávamos a chamá-la de “cabana” --, sua priminha e a amiguinha dela vão tentar achar alguma coisa pra gente comer – disse Luciana, com um certo ar de provocação.
-- E por que você não vai? -- volveu Ana Paula.
-- Porque meu pé não melhorou totalmente. Não quero me machucar de novo – retrucou a mais velha.
-- Só quero ver até quando você vai ficar usando essa desculpa – falou Ana Paula, cutucando a outra.
Vendo que os ânimos começavam a se exaltar, decidi por um basta naquilo. Se não o fizesse, as provocações continuariam e certamente levariam as ofensas e depois a agressão física.
-- Vamos parar as duas! Lá na cabana a gente vê o que faz.
Não se ouviu mais nenhuma palavra até chegarmos.


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