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Contos-->QUANDO O AMOR NÃO ACABA - Cap. XXXII -- 03/11/2013 - 22:08 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
QUANDO O AMOR NÃO ACABA - Capítulo XXXII

ÍNDICE DOS CAPÍTULOS
I - II - III - IV - V - VI - VII - VIII - IX - X - XI - XII - XIII - XIV - XV - XVI - XVII - XVIII - XIX - XX - XXI - XXII - XXIII - XXIV - XXV - XXVI - XXVII - XXVIII - XXIX - XXX - XXXI

Eu fico imaginando o que acontecido se o acaso não viesse a por um fim naquilo. Ainda hoje, quando a lembrança daquele momento me vem à memória, amaldiçoo aquele garoto que só queria dar uma mijada. Talvez o destino o tenha posto no nosso caminho para evitar que se repetisse o que aconteceu com Fabiana, embora depois da morte desta só de pensar em aborto eu já sentia arrepios. Embora houvesse muita semelhança entre Fabiana e Diana, até porque no fundo iludira as duas, em nenhum momento disse a Fabiana que a amava de verdade ou tencionava viver o resto de meus dias ao seu lado. Ela sabia que no fundo era, além de empregada do meu pai, apenas a garota com quem transava e com a qual eu buscava tão somente alguns momentos de prazer. Com Diana a coisa tinha outra conotação. Ela fora meu primeiro amor e até onde sei eu também fui o seu. Cheguei a amá-la como nunca amei outra e quando estava com ela, meus sentimentos fluíam de tal forma que não deixavam dúvidas. Iludia-a sim quando prometia voltar para ficar com ela, assumi-la e finalmente contar para meus pais o nosso relacionamento, coisa que de fato nunca teria coragem de fazer. No entanto, não agia de forma deliberada como fizera com Fabiana. Ao estar nos braços de Diana, o que eu sentia por ela era tão forte que acreditava realmente ter coragem de tomar aquela decisão, a qual perdia força a medida que deixava Juiz de Fora e voltava para casa.
Mas nunca amaldiçoei o destino quanto naquele final de sábado. E olha que ele parecia se divertir comigo na maior parte do tempo. Tudo parecia estar contra mim, como se eu fosse um ser amaldiçoado, e todas as oportunidades que me apareciam simplesmente escapavam-me mais rápido do que haviam chegado. Claro que estar recostado atrás do vestuário de um campo de futebol enquanto um monte de garotos jogam bola não era o melhor lugar para fazer amor. Parando um pouco para raciocinar, ver-se-á que existia uma grande possibilidade de um daqueles garotos vir ali, onde a gente estava, apanhar uma bola perdida ou dar uma mijada já que não havia banheiros ali. Mas então por que o destino nos levou até ali e permitiu que chegássemos àquele ponto? Poderíamos ter ido em outra direção, para um lugar bem mais afastado, onde realmente não chegaria ninguém. Mas não. Fomos parar bem atrás do vestuário de um campo de futebol, justamente quando garotos jogavam futebol.
E de fato faltava muito pouco, questão de um ou dois minutos ou talvez até menos, para que a razão nos escapasse por completo e então houvesse a união de nossos corpos, união essa que não só seria o passo mais importante depois de nos conhecermos no coreto anos antes como muito provavelmente ele teria dado um destino diferente as nossas vidas. Pois a comunhão de nossos corpos nos levaria a experimentar sensações tão intensas que quiça essas seriam suficientes para me dar forças de terminar com Luciana e contar para meus pais que estava em um relacionamento sério uma Diana, com a qual eu pretendia me casar. Talvez isso não viesse a acontecer, mas se o destino colocasse no ventre dela o filho que eu não quis que crescesse no ventre de Fabiana, e que por isso ela veio a falecer.
Não posso dizer que seria inescrupuloso como fui com Fabiana, mas depois do que aconteceu, eu não teria coragem de sugerir-lhe um aborto. E mesmo reconhecendo a insatisfação de meus pais com esse filho, é bem possível que, por amar Diana, acabaria encarando essa gravidez com certo prazer, mesmo que não o revelasse para ninguém.
O que mais me dói ao longo de todos esses anos não é só a oportunidade perdida de tê-la possuído, mas a possibilidade de ali, naquele momento, não ter lhe dado um filho. E mesmo que isso não fosse forte o suficiente para nos unir, não tenho dúvida de que ela teria amado aquele filho mais do que a mim, e talvez hoje não estaria lamentando essa vida miserável que tenho levado. Pena que tudo isso seja apenas conjecturas, divagações de um velho solitário que procura se agarrar ao passado porque este foi a única coisa boa que lhe sobrou.
Sim. Sou um velho que caminha rapidamente para seu fim, para o seu completo aniquilamento, sem que uma marca de sua passagem reste. A velhice pode ter me roubado os sonhos, a esperança e a saúde, mas não foi capaz de me roubar a memória e as lembranças. Por isso me é tão fácil recordar do aproximar daquele garoto.
Ele deveria ter uns treze anos, não mais que isso. Chegou correndo pelo outro lado. E quando ouvimos seu aproximar, Diana puxou rapidamente a blusa para baixo, cobrindo os seios. Eu apenas dei um passo para trás enquanto ela, numa rapidez instintiva, abaixou a saia. Saímos correndo dali, tão mais veloz que uma presa escapa de seu predador, embora não houvesse de fato o porquê de sair correndo daquele jeito, uma vez que após nos recompormos, não havia razão pela qual fugir. Mas foi uma reação espontânea, dessas que temos sem saber ao certo que as teve e as quais muitas vezes, ao lembrarmos delas, nos faz acreditar que fizemos papel de idiotas.
Pouco depois, alguns metros adiante, dei falta do livro.
-- Vamos ter que voltar. Esqueci meu livro – falei.
-- Você colocou ele na muretinha da janela – disse Diana.
Retornamos. Ao aproximar, diminuímos o passo. Até então não tínhamos certeza de ter alguém ali, ou, caso tivesse, quem poderia ser, já que, ao nos assustarmos momentos antes, não nos preocupamos em ver quem se aproximava. É bem possível que o ato de sair correndo nos ocorreu porque havia uma grande chance de alguém que nos conhecesse ter se aproximado. Afinal Santa Paula não era um lugar grande e praticamente todo mundo conhecia todo mundo.
Só então pude ver que era um garoto. Ele estava de frente para a parede, olhando para baixo, possivelmente para o próprio pênis enquanto mijava. Da posição em que estava não podia nos avistar. Por isso, paramos e ficamos imóvel, observando.
Ele não demorou. Provavelmente já estava no fim quando chegamos. No entanto, houve tempo de observarmos o jato de mijo perder força e em seguida ele balançar o pequeno pênis, o qual foi atirado de volta para dentro do calção. Ele virou para o outro lado e saiu correndo, como se estivesse com pressa para voltar ao campo.
Eu me pergunto o que teria acontecido se, ao invés de olhar para o próprio pinto, tivesse olhado para cima. Teria encontrado o meu livro. Talvez não fosse um garoto curioso e ignorado completamente o livro, ainda mais que em Santa Paula como na maioria desses lugarejos na zona rural a grande maioria dos garotos são analfabetos ou, quando não são, mal sabem ler frases simples e escrever o próprio nome. Eu não conhecia aquele jovem para saber em que situação se encaixava e naquele momento não me ocorreu de perguntar Diana quem era. Embora nas vezes seguintes em que retornei a Santa Paula, a lembrança daquele momento e daquele garoto me vieram à memória, não o cheguei a encontrar ou não o reconheci. De forma que nunca fiquei sabendo quem era aquele jovem que por uma necessidade fisiológica nos interrompeu e pode ter mudado para sempre tanto o meu destino quanto o de Diana.
-- Eu queria ver se ele visse a gente chegar – disse ela rindo, quando nos afastávamos dali.
-- Ele ia parar de mijar e sair correndo como nós fizemos – respondi.
-- Aposto como ele ia ficar todo mijado – riu novamente. -- Sabe uma coisa que nunca entendi: por que vocês balançam o pinto depois de mijar.
-- Por quê? Ora! Pra tirar as últimas gotas de mijo. Senão elas molham a cueca – expliquei.
-- Ah, bom!
-- Aonde vamos agora? -- perguntei.
-- Vamos descer por aqui. Não quero voltar lá pro centro. Alguém pode ver a gente juntos. Você sabe que a minha mãe te odeia, né?
Descemos a rua em direção a saída sul de Santa Paula. Segundo por ali, as casas se tornavam espaçadas, até que desapareciam completamente. A rua então já não era mais rua, mas sim a estrada de terra que ligava Santa Paula à rodovia. E foi por ali que seguimos até as últimas casas, onde recostados a um poste de luz, paramos.
-- Você vai voltar mesmo para Santos depois de amanhã?
-- Vou. Já estou alguns dias aqui e tenho que voltar para casa – respondi.
-- Para sua namoradinha...
-- Para o meu trabalho, para os meus estudos – acrescentei, tentando desviar de Luciana o foco da conversa. Nisso, tentei beijá-la, mas ela virou o rosto contrafeita, como se estivesse magoada por ter de abandoná-la. Acredito que, ao tomar consciência de que eu partiria e mais uma vez a deixaria, quem sabe para sempre dessa vez, a entristecesse. De fato deveria ser-lhe muito doloroso ver a pessoa amada partir, sabendo que está indo para os braços de outra pessoa e que provavelmente não a teremos mais. E embora tínhamos prometidos não pensar no futuro, ele fazia parte de nosso agora e não havia como simplesmente ignorá-lo.
-- Então, amanhã será nosso último encontro?
-- Exatamente – respondi. -- Tomo o ônibus as sete da manhã na segunda-feira.
Minhas palavras apagaram o brilho de seus olhos e a alegria estampada em sua face simplesmente desapareceu. Ao perceber aquela mudança de espírito, tomei-a nos braços e aproximei os meus lábios dos seus. Diana não ofereceu resistência e deixou-se beijar, mas era evidente que estes não tinham o calor daqueles beijos trocados meia hora antes, recostados à parede do vestuário. Aliás, foi essa transformação por que ela havia passado que me fez desistir de uma vez por todas de tentar conseguir aquilo que quase alcançara, se aquele garoto não tivesse aparecido.
O silêncio foi o nosso companheiro durante alguns minutos. Diana parecia não saber o que dizer e eu tinha medo de abrir a boca e estragar tudo. Assim, mergulhamos em nossos próprios pensamentos, lamentando e amaldiçoando o tempo, o qual fora eleito nosso mair inimigo.
Sim. O tempo estava acabando. Tínhamos ainda mais um dia, nada mais. Talvez, ao retornar para casa, me arrependesse de não ter coragem de ficar em Juiz de Fora ou até mesmo em Santa Paula. Por que não ficar morando na casa de minha avó? Por que não procurar um emprego? Mesmo que um emprego modesto haveria de encontrar. Talvez, vendo que eu não queria voltar para casa por enquanto, meus pais até contribuiriam para que continuasse os estudos superiores ali em Juiz de Fora, afinal a Universidade de Juiz de Fora tem alguns dos cursos mais conceituados do país. Por que eu tinha de voltar? Por causa de Luciana? Não, não a amava mais. Disso eu tinha plena certeza. Por causa do trabalho? Preferiria mil vezes não ter de voltar para aquele escritório onde Fabiana trabalhara. Por mais que eu tentasse me convencer de que sua morte fora uma fatalidade, no fundo eu sabia que se não a tivesse engravidado e nem lhe proposto um aborto, ela estaria viva. Retornar era ter de encarar esse fantasma e conviver com a culpa. Para a faculdade? Não, eu havia interrompido os estudos por falta de condições. Enfim, não havia a menor razão para retornar. Mas e a coragem para ficar? Era dela que eu mais precisava e era justamente a que mais me faltava. De forma que eu estava condenado ao retorno desde o momento em que tomei a decisão de ir para Juiz de Fora há uma semana.
-- Temos que voltar – disse Diana, quebrando o silêncio. -- Minha mãe já deve estar preocupada e não vai demorar até que alguém conte para ela que me viu acompanhada de você. Ela sabe que você esteve aqui ontem e já deve saber que você está aqui em Santa Paula.
-- Queria ficar mais contigo. Mas também não quero te prejudicar – lamentei.
-- Você precisa voltar pra cidade. O último ônibus sai daqui a quarenta minutos – disse ela, consultado o relógio. -- A gente se encontra amanhã na cidade. Vou embora depois do almoço. Vou pegar o ônibus das cinco. Te ligo assim que chegar.
-- Tá bom então, gata. Vou fazer essa sacrífico de ficar sem você até lá.
-- Até parece que é tanto sacrifício assim. Aposto como não foi sacrifício ficar longe de mim todo esse tempo. Quanto tempo mais você vai ficar? Alguns meses? Um ano? Ou quem sabe dois? Ou para sempre?
-- Não. Dessa vez não vou demorar. Juro – prometi, embora no fundo soubesse que certamente seria tão somente mais uma promessa.
-- Bom. Deixa pra lá. Não quero exigir nada de você – falou. -- Vem cá! Me dá um beijo. Será o último até amanhã.
Tomei-a nos braços e a beijei demoradamente. Foi um beijo emotivo e por que não apaixonado. Na verdade, eu não queria tirar os meus lábios dos seus. Mas infelizmente não poderíamos ficar ali para sempre. Assim, sob os últimos raios de luz, nossos lábios se descolaram, nossas mãos se soltaram e, caminhando lado a lado, tão juntos e tão distantes ao mesmo tempo, voltamos para o centro. Pouco depois da metade do caminho, Diana me pediu para diminuir o passo para que não chegássemos juntos no centro e não passássemos ao mesmo tempo diante de sua casa. Obedeci a contra gosto.
Ela apressou o passo enquanto eu diminui o meu. Isso fez com que fosse se afastando lentamente. Alguns metros adiante, Diana ainda se virou para trás, levou a mão aos lábios e assoprou-me um beijo. Eu repeti o mesmo gesto e gritei “TE AMO!”. Foi a última vez em que vi seu rosto naquele dia. Quando passei diante de sua casa, tudo estava em silêncio, apenas se via uma luz acesa. Eu não sabia se ela estava ali ou tinha ido para o bar do pai. Pensei em ir até lá, mas seria quebrar uma promessa. Assim, preferi ir a outro para comer alguma coisa. Embora não estivesse com fome, estava sedento.
Entrei no bar do sr. Chico e pedi uma coca cola e um pão com mortadela. Sr. Chico indagou-me atrás de notícias de meus pais enquanto preparava o lanche. E foi ali que permaneci até que consultei o relógio e vi que faltavam cinco minutos para a saída do ônibus, o qual jazia parado em frente a pracinha do coreto. Despedi-me e corri para ônibus.
Cerca de uma hora e meia depois, cheguei ao apartamento de minha avó. Ela está preparando o jantar, o qual já estava quase pronto. Quis saber notícias de Santa Paula, quem eu tinha encontrado e se tinha falado com fulano ou sicrano. Inventei um monte de histórias, dizendo-lhe ter encontrado pessoas que na realidade não encontrara. Que diferença faria mentir? Talvez ela até viesse a saber que eu mentira, mas eu já não estaria mais em Juiz de Fora; e quando retornasse dali alguns meses ela já não se lembraria mais desse episódio.
Durante o jantar, ela comentou:
-- Chegou uma carta para você. É da Luciana. Tá lá na sala, em cima da TV.
Num sobressalto, quase deixei o copo de guaraná cair. Imediatamente a imagem de Luciana me veio à memória. “O que terá ela escrito?”, pensei. “Será que aconteceu alguma coisa? Ou só escreveu para dizer que está com saudades? É isso! Prometi escrever para ela e não escrevi. Também agora não adianta mais. Vou chegar antes da carta. Deveria ter escrito antes. Ela deve ter ficado esperando...”
Quando terminei de jantar, corri até a sala e apanhei o envelope. Na realidade não era uma carta, mas um cartão. Diana dizia estar com saudades e não aguentando mais a minha ausência. Falava de seus familiares e contava ter ido à casa de meus pais. Não falou nado acerca da morte de Fabiana, o que aliás me tranquilizou. Às vezes, melhor notícia alguma do que uma notícia que nos desagradará. Ainda mais que não sabia se as investigações de sua morte haviam realmente sido encerradas. Embora não houvesse o menor indício de que fora eu quem a engravidara e lhe dera o dinheiro para o aborto, ainda sim existia a possibilidade de chegarem a mim.
Após lê-lo, fechei-o e o recoloquei de volta no envelope com uma certa indiferença. Embora tenha ficado feliz em receber aquele cartão, este não me despertou os sentimentos que com toda a certeza Luciana esperava despertar. Não era culpa dela. Talvez eu estivesse apenas confuso, mas meu coração dizia que não a amava mais ou não tanto como eu acreditava amar Diana. Talvez ao voltar para Santos, chegasse a uma conclusão diferente, mas as chances de que isso viesse a acontecer eram quase nulas. Enfim, só teria certeza quando de fato retornasse e então não estivesse mais envolvido pelo ar de Juiz de Fora.
Ao pousar a cabeça no travesseiro naquela noite, após ler algumas páginas de “A Montanha Mágica”, tentei pensar em Luciana, mas quem me vinha á cabeça era Diana. Era com esta que eu desejava estar, era com ela que eu queria ficar.


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